Outros personagens entraram em cena: o movimento negro e a emergência de uma "política racializada"

Hildeberto Vieira Martins

Resumo


A finalidade desse artigo é discutir a importância do movimento negro a partir da década de 1930 em decorrência do seu papel político no cenário nacional, ao denunciar a existência do preconceito racial no Brasil e a relação desigual entre brancos e negros. Definimos como pontos de referência desse movimento a criação tanto da Frente Negra Brasileira (FNB), em 1931, como do Teatro Experimental do Negro (TEN), em 1944. As duas organizações em suas análises da situação do negro expuseram essa questão frequentemente em termos marcados por conteúdo psicológico, visando explicar ou resolver sua condição de exclusão. Pretende-se discutir o papel desse movimento na difusão de uma discussão sobre a autoimagem do negro e seu papel social a partir da racialização política do lugar desse sujeito histórico no Brasil.

Palavras-chave


questão racial; racismo; movimento negro; identidade racial; história da psicologia

Texto completo:

HTML PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2018.42241

Licença Creative Commons
A revista Estudos e Pesquisas em Psicologia esta licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Não Comercial 3.0 Não Adaptada.

 

Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Instituto de Psicologia
© Estudos e Pesquisas em Psicologia
Rua São Francisco Xavier, 524, bloco F, sala 10.005, 10° andar, CEP 20550-013, Rio de Janeiro-RJ, Brasil
Telefone: (21) 2334-0651

E-mail: revispsi@gmail.com