FAZER PESQUISA E SE FAZER: A CAMINHADA DE ALUNAS-PESQUISADORAS NA PANDEMIA

Fabrícia Carla Viviani, Ana Paula Macedo Cartapatti Kaimoti

Resumo


Como elaboração do vivido, o relato de experiência discorre sobre os sentidos possíveis que a participação num projeto de pesquisa tem para suas integrantes, cujas percepções são o ponto de partida desse gênero de texto científico, o qual pode ser considerado uma obra aberta, capaz de propor novos saberes. Este relato foi elaborado com esse objetivo, de forma a narrar a realização do projeto de pesquisa “As desventuras de Deméter: escola e desigualdade de gênero”, do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, campus Ponta Porã, desenvolvido entre 2019 e 2020, com a participação de sete estudantes bolsistas. Nesse sentido, considerando a temática do projeto, foi possível perceber o quanto seu desenvolvimento foi significativo para as integrantes, sobretudo devido à forma coletiva como a pesquisa foi realizada, que levou à participação delas em todas as etapas de execução da pesquisa, cujos contornos tornaram-se particularmente desafiadores, no contexto da pandemia, quando a desigualdade de gênero se agravou e as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) tornaram-se cruciais para o andamento do trabalho. Nessa caminhada, o fazer científico tornou-se um processo de ensino-aprendizagem e a autonomia e os saberes construídos, nessa vivência, levaram ao enfrentamento dessas desigualdades. Portanto, ao descrever e interpretar essa experiência e seus muitos significados, esse relato pretende também contribuir para que outras iniciativas como essa possam ser tomadas e novos saberes constituídos.


Palavras-chave


Relato de experiência. Escola. IFMS. Práticas educativas. Desigualdades de gênero. Pandemia.

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DOI: https://doi.org/10.12957/redoc.2022.62403

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