DIÁLOGOS PERTINENTES ACERCA DA UTILIZAÇÃO DE RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS PARA A EDUCAÇÃO

Anamelea de Campos Pinto, Júlio César Correia da Silva, Luis Paulo Mercado

Resumo


A crescente profusão e difusão das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) possibilitaram a criação de novas práticas de ensino que incorporam a utilização de recursos multimidiáticos como facilitadores do processo de ensino e aprendizagem dos sujeitos conectados. Nesse sentido, os Recursos Educacionais Abertos (REA) surgem como uma proposta inovadora para o campo da educação e tem como objetivo constituir autores digitais mais responsáveis na edificação e partilha do conhecimento, possibilitando a engendração do conceito de abertura e liberdade face as especificidades do licenciamento em Creative Commons (CC) e as etapas de produção e execução dos REA. Para nortear a construção do artigo, que se caracteriza como uma pesquisa teórica acerca do usabilidade de REA, buscou-se em Silva et al (2017), Amiel (2012), Pesce (2013), Santana et al (2012) e Litto e Mattar (2017)  respostas para solucionar tais problemáticas: Quais elementos são essenciais para a construção e usabilidade dos REA? De que forma podemos propor a usabilidade desses recursos para a educação? Desse modo descobriu-se que o alicerce deste artigo está na forma de investigar e consultar a importância do uso dos REA como uma política pública educacional, sobretudo na proposta epistemológica da Teoria Conectivista e nas contribuições históricas da Educação Aberta pela qual a (co)produção e a (co)aprendizagem dos REA se apoia. Como resultado, apresentamos a proposição de alguns elementos norteadores da construção, execução e utilização dos REA, promovendo diálogos pertinentes para a preparação de um guia de recomendações de usabilidade, abordando conteúdos introdutórios acerca da temática em tela e propondo como um dos elementos a formatação de uma plataforma online híbrida, que denominamos de restart, para organizar e contabilizar obras em REA ou transformadas em Domínio Público, complementando as cinco liberdades essenciais para a condução dos REA, que são: revisar, reutilizar, remixar e redistribuir. A finalidade desse estudo é discutir as formas de licenciamento em CC, o acesso aos recursos, um método de trabalho que leve em consideração a saúde, bem-estar e segurança dos usuários e produtores de REA e assegurar uma avaliação aberta na concepção dos REA, trazendo tais peculiaridades como componentes do guia, que estejam em conformidade com as suas bases legais-normatizadoras.


Palavras-chave


Usabilidade; Recursos Educacionais Abertos; Guia de Recomendações

Texto completo:

PDF

Referências


ABERGO. O que é Ergonomia? Disponível em: Acesso em: 10 jan.2018.

ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

AMIEL, Tel. Educação aberta: configurando ambientes, práticas e recursos educacionais. São Paulo: Casa da Cultura Digital, p. 17-33, 2012.

BARBOSA, Simone D.; SILVA, Bruno S. Interação humano-computador. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

BRASIL. Lei n. 9.610, de 19 de fev. 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, v.1, n. 36, p. 10-80, 20 fev. 1998. Seção 1.

BRASIL. Lei Ordinária n. 13005 de 25 de jun. 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, edição extra, jun. 2014. Seção 1.

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Plano de Lei n. 1513 de 02 de jun. 2011. Altera dispositivos da Lei nº 9.610, de 1998. Brasília. Relator: Paulo Teixeira (PT/SP). Despacho, n. 2.789/2015, set. 2015.

CHAMMAS, A.; QUARESMA, M.; MONT’ALVÃO, C. Metodologia para criação de aplicativos: uma análise com foco no design centrado no usuário. Anais: Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade, Design de Interface e Interação Humana – Computador, 14. Joinville: USIHC Ergo Design, 2014. Disponível em: . Acessado em 13 ago. 2018.

DOWNES, S. Learning networks and connective knowledge. 16 out 2008. [S.l: s.n.]. Disponível em:< http://it.coe.uga.edu/itforum/paper92/paper92.html>. Acesso em 13 ago. 2018.

DOWNES, Stephen. New technology supporting informal learning. Journal of Emerging Technologies in Web Intelligence, v. 2, n. 1, p. 27-33, 2010.

DUARTE, Fernanda; SANTANA, Ana E. REA: entenda o que são recursos educacionais abertos. Portal EBC, 2015. Disponível em: . Acesso em 13 ago. 2018.

ERTHAL, Camila D. A avaliação dos processos educativos. Santa Rosa: Unijuí, 2015.

INUZUKA, Marcelo A.; DUARTE, Rafael T. Produção de REA apoiada por MOOC. São Paulo: Casa da Cultura digital, 2012.

KOP, R.; HILL, A. Connectivism: learning theory ofthe future or vestige of the past? The International Review of Research in Open and Distance Learning, [S.l.], 2008. v. 9, n. 3. Disponível em: http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/view/523/1103. Acesso em: 13 ago. 2018.

LITTO, Fredric; MATTAR, João (orgs). Educação aberta online: pesquisar, remixar e compartilhar. São Paulo: Artesanato Educacional, 2017.

LIYOSHI, Toru; KUMAR, M. S. Educação aberta: o avanço coletivo da educação pela tecnologia, conteúdo e conhecimentos abertos. Centro de Recursos Educacionais, 2015. Disponível em: . Acesso em: 13 de ago. 2018.

MATTAR, João. Aprendizagem em ambientes virtuais: teorias, conectivismo e MOOCs. São Paulo: TECCOGS-PUC/SP, v. 7, p. 21-40, 2013.

PESCE, Lucila. A potência didática dos recursos educacionais abertos para a docência na contemporaneidade. Revista Eletrônica de Educação, v. 7, n. 2, p. 195-210, 2013.

PRENSKY, Marc. Nativos digitais, imigrantes digitais. Rapid City (EUA): NCB University Press, v. 9, n. 5, 2001. Disponível em: . Acesso em: 13 ago. 2018.

REBELO, Francisco. Ergonomia no dia a dia. 2 ed. Portugal: Silabo, 2017.

RIBEIRO, H. S. et al. Integração de tecnologias para desenvolvimento de sistemas web, utilizando a metodologia AJAX. Anais: III SEGET – Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia, 2006. Disponível em: . Acesso em: 13 ago. 2018.

SANTANA, Bianca; ROSSINI, Carolina; PRETTO, Nelson L. (org.). Recursos educacionais abertos: práticas colaborativas políticas públicas. Salvador: Edufba; São Paulo: Casa da Cultura Digital, 2012.

SANTOS, Andreia I. Educação aberta: histórico, práticas e o contexto dos recursos educacionais abertos. São Paulo: Casa da Cultura Digital, 2012.

SEBRIAM, Débora; MARKUN, Pedro; GONSALES, Priscila. Como implementar uma política de educação aberta e de recursos educacionais abertos. São Paulo: Cereja, 2017.

SEIXAS, Carlos A.; MENDES, Isabel A. E-Learning e educação à distância: guia prático para implementação e uso de sistemas abertos. São Paulo: Atlas, 2006.

SIEMENS, George. Connectivism: a learning theory for the digital age. International Journal of Instructional Technology and Distance Learning, vol. 2, n. 1, p. 3-10, 2005.

SIEMENS, George. Learning and knowing in networks: changing roles for educators and designers. 27 jan 2008. [S.l: s.n.]. Disponível em: . Acesso em 13 de ago. 2018.

SILVA, J.; NUNES, S.; PINTO, A.; BRAGA, M. Recursos Educacionais Abertos e : diálogos pertinentes via um guia de recomendações. Anais: Conferência Ibérica de Sistemas e Tecnologia de Informação, 12. Lisboa, 2017. Disponível em: < https://ieeexplore.ieee.org/document/7975790/>. Acesso em 13 de ago. 2018.

SPYER, Juliano. Conectado: o que a internet fez com você e o que você pode fazer com ela. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

WILEY, David. The access compromise and the 5th R. Disponível em: . Acesso em 12 de ago. 2018.




DOI: https://doi.org/10.12957/redoc.2018.37803

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Indexadores:

           


Índice de citação de artigos:


Visualizações:

 


Licença:

  Esta obra está licenciada com uma Licença  Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.