DIZERES DE UMA PROFESSORA SOBRE A ESCOLARIZAÇÃO DE SURDOS NO CONTEXTO DA INCLUSÃO ESCOLAR EM BREVES-PARÁ

Huber Kline Guedes Lobato

Resumo


 

DOI: 10.12957/periferia.2017.28993

Neste artigo questionamos: quais os dizeres de uma professora sobre a escolarização de alunos Surdos em Breves - Pará? A partir desta inquietação objetivamos identificar, com este estudo, o perfil desta professora e analisar seus dizeres acerca da escolarização de alunos Surdos que estudam em escola inclusiva em Breves-Pará. Este trabalho é fruto de uma pesquisa de abordagem qualitativa com uso de mapas conceituais. Em contato com a professora realizamos entrevista individual, com auxílio de um roteiro, no espaço de uma sala regular de uma escola inclusiva. Fizemos a análise do corpus das respostas da entrevistada, utilizando algumas técnicas de análise de conteúdo. Os resultados deste estudo revelam que: há um distanciamento entre professores do ensino regular, outros profissionais e de alguns familiares com a escolarização do aluno Surdo; a Libras e recursos visuais ou em Libras estão mais presentes no AEE em SRM; o professor de AEE em SRM possui atribuições abrangentes e excesso de funções no trabalho com Surdos; e há a ausência do profissional intérprete de Libras, assim como de alguns familiares de Surdos na escola. Concluímos ser preciso pensar ações educacionais que reconheçam os Surdos a partir de suas diferenças linguísticas e comunicacionais, com mudanças estruturais na escola, que possibilite um ensino bilíngue, que vai além do uso e difusão da língua de sinais, visando a garantia de acesso e permanência dos Surdos com seus pares no âmbito escolar.

Neste artigo questionamos: quais os dizeres de uma professora sobre a escolarização de alunos Surdos em Breves - Pará? A partir desta inquietação objetivamos identificar, com este estudo, o perfil desta professora e analisar seus dizeres acerca da escolarização de alunos Surdos que estudam em escola inclusiva em Breves-Pará. Este trabalho é fruto de uma pesquisa de abordagem qualitativa com uso de mapas conceituais. Em contato com a professora realizamos entrevista individual, com auxílio de um roteiro, no espaço de uma sala regular de uma escola inclusiva. Fizemos a análise do corpus das respostas da entrevistada, utilizando algumas técnicas de análise de conteúdo. Os resultados deste estudo revelam que: há um distanciamento entre professores do ensino regular, outros profissionais e de alguns familiares com a escolarização do aluno Surdo; a Libras e recursos visuais ou em Libras estão mais presentes no AEE em SRM; o professor de AEE em SRM possui atribuições abrangentes e excesso de funções no trabalho com Surdos; e há a ausência do profissional intérprete de Libras, assim como de alguns familiares de Surdos na escola. Concluímos ser preciso pensar ações educacionais que reconheçam os Surdos a partir de suas diferenças linguísticas e comunicacionais, com mudanças estruturais na escola, que possibilite um ensino bilíngue, que vai além do uso e difusão da língua de sinais, visando a garantia de acesso e permanência dos Surdos com seus pares no âmbito escolar.

Palavras-chave


inclusão escolar; aluno surdo; ensino-aprendizagem

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DOI: https://doi.org/10.12957/periferia.2017.28993

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Revista Periferia, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas – PPGECC/UERJ - ISSN: 1984-9540