VARIAÇÃO CONSTRUCIONAL EM PERSPECTIVA: PREDICAÇÃO VERBAL / Constructional variation in perspective: verbal predication

Marcia dos Santos Machado Vieira

Resumo


Mobilizam a problematização aqui feita: (i) a relação de associação entre usos de certos predicadores ou predicações verbais, (ii) a necessidade de representação do fenômeno de variação na Gramática de Construções do Português, (iii) a tensão entre iconicidade e arbitrariedade. Para a descrição a ilustrar o ponto de vista aqui em foco, contamos com síntese de resultados de investigações empíricas sobre usos licenciados por certas construções de predicação, alguns dos quais nem sempre perfilados em descrições do Português. Para a discussão que esperamos estimular a partir desta problematização, contamos com conceitos teóricos como: (quase) sinonímia, variação linguística, o problema de condicionamentos/restrições (ligado a preempção estatística), perspectiva, construção. Ilustramos variação recorrendo a três tipos de predicação: predicação de mudança de estado ou propriedade; predicação transitiva com pronome se; predicação de início com verbo suporte. Atributos relativos a contextualidade operam na relação de atração das variantes ficar, virar e tornar-se à proposição predicativa de mudança, na ativação de variantes semânticas em predicações transitivas com pronome clítico se e no acionamento de predicados complexos que expressam, por similaridade, estado de coisas inceptivo. Defendemos a necessidade de um olhar construcionista que considere combinação de construções em construções suprassentenciais ou textuais-discursivas, bem como mapeamento e representação da realidade socio-cognitiva-linguística menos homogeneizante, uma vez que a língua seja perspectivada como diassistema e, então, se (re)configure em inúmeras práticas discursivas em diversas comunidades. Nesse horizonte, ganha relevo a concepção de relação gradiente entre indexicalidade, iconicidade e arbitrariedade.

Mobilizam a problematização aqui feita: (i) a relação de associação entre usos de certos predicadores ou predicações verbais, (ii) a necessidade de representação do fenômeno de variação na Gramática de Construções do Português, (iii) a tensão entre iconicidade e arbitrariedade. Para a descrição a ilustrar o ponto de vista aqui em foco, contamos com síntese de resultados de investigações empíricas sobre usos licenciados por certas construções de predicação, alguns dos quais nem sempre perfilados em descrições do Português. Para a discussão que esperamos estimular a partir desta problematização, contamos com conceitos teóricos como: (quase) sinonímia, variação linguística, o problema de condicionamentos/restrições (ligado a preempção estatística), perspectiva, construção. Ilustramos variação recorrendo a três tipos de predicação: predicação de mudança de estado ou propriedade; predicação transitiva com pronome se; predicação de início com verbo suporte. Atributos relativos a contextualidade operam na relação de atração das variantes ficar, virar e tornar-se à proposição predicativa de mudança, na ativação de variantes semânticas em predicações transitivas com pronome clítico se e no acionamento de predicados complexos que expressam, por similaridade, estado de coisas inceptivo. Defendemos a necessidade de um olhar construcionista que considere combinação de construções em construções suprassentenciais ou textuais-discursivas, bem como mapeamento e representação da realidade socio-cognitiva-linguística menos homogeneizante, uma vez que a língua seja perspectivada como diassistema e, então, se (re)configure em inúmeras práticas discursivas em diversas comunidades. Nesse horizonte, ganha relevo a concepção de relação gradiente entre indexicalidade, iconicidade e arbitrariedade.


Palavras-chave


Linguística Cognitivo-Funcional; Sociolinguística; Gramática de Construções, predicação; aloconstruções.

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DOI: https://doi.org/10.12957/pr.2020.52656

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