Adaptação pós-operatória de pessoas com estomia com e sem complicação: estudo comparativo

Hugo de Andrade Peixoto, Priscila Maria Sumas da Silva, Priscilla Alfradique de Souza, Nathalia de Paula Albuquerque Guimarães, Ana Cristina Silva Pinto

Resumo


Objetivo: analisar as adaptações pós-operatórias de pessoas com estomias intestinais de eliminação com e sem complicação a partir da Escala de Adaptação a Ostomia de Eliminação. Método: estudo de abordagem quantitativa, prospectiva, com 56 pessoas com estomia em pós-operatório tardio. Utilizou-se questionário semiestruturado. Os dados foram analisados a partir de testes estatísticos não-paramétricos. Resultados: a maioria dos participantes possuía entre 54 e 69 anos (58,9%), ensino fundamental completo (41%), casados (53,6%), aposentados (66%) e colostomizados (71,4%). Do total, 48,2% apresentaram complicações relacionadas a estomia, como dermatites (19,6%). Na escala de adaptação, a média geral foi 144,7. As dimensões que apresentaram maior pontuação foram autocuidado (18,8) e autoconceito (42,5); e menor pontuação, interação sexual (15,1). O domínio suporte social/religioso mostrou-se significativamente diferente entre os grupos (p=0,031). Conclusão: Um quantitativo relevante da população possuía complicações e mostrou-se menos adaptado a estomia.  Avaliação precoce pode ser uma estratégia para prevenção de complicações.


Palavras-chave


Enfermagem; Estomia; Complicações Pós-Operatórias; Adaptação; Cuidados Pós-Operatórios.



DOI: https://doi.org/10.12957/reuerj.2021.58679