Vivências de sofrimento e prazer das acadêmicas de enfermagem nas maternidades [Suffering and pleasure experiences of nursing undergraduate students in maternity] [Vivencias de sufrimiento y placer de estudiantes de enfermeríaen las maternidades]

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/reuerj.2019.39620

Palavras-chave:

Trabalho, saúde do trabalhador, trabalho feminino, enfermagem

Resumo

Objetivo: identificar as vivências de sofrimento e de prazer dos acadêmicos de enfermagem frente à organização do trabalho das enfermeiras obstétricas na maternidade. Método: estudo exploratório e qualitativo, com 13 acadêmicas de enfermagem de uma instituição do ensino superior privada do Rio de Janeiro. Dados coletados em abril e maio de 2018, por meio de entrevistas semiestruturadas, submetidos à análise de conteúdo e discutidos à luz do referencial teórico de Christopher Dejours. Resultados: durante o estágio supervisionado, as vivências de sofrimento associaram-se à percepção de falta de reconhecimento e à identificação da violência obstétrica. As vivências de prazer foram relacionadas ao reconhecimento das mulheres pelo cuidado prestado. Conclusão: são necessárias estratégias pedagógicas aplicadas nos cenários de prática, capazes de problematizar o contexto laboral e suas implicações sobre o trabalhador, com o intuito de constituir enfermeiras com atitudes transformadoras da realidade e dispostas a lutar pela valorização e pelo reconhecimento da enfermagem obstétrica.

ABSTRACT

Objective: to identify experiences of nursing students on suffering and pleasure in relation to the work organization of obstetric nurses in the maternity ward. Method: exploratory and qualitative study, with 13 nursing undergraduate students from a private institution in Rio de Janeiro, Brazil. Data were collected in April and May 2018 through semi-structured interviews. Content analysis and Christopher Dejours’ theoretical framework was used to data analysis. Results: during the supervised internship, the experiences of suffering were associated with the perception that the obstetric violence is not recognized nor identified. The experiences of pleasure are related to the women’s recognition of the care provided. Conclusion: it is necessary to adopt pedagogical strategies to be possible to problematize the work context as well its repercussions on the worker, in order to prepare nurses with reality-transforming attitudes and dispositions to fight for the appreciation and recognition of obstetric nursing.

RESUMEN

Objetivo: identificar experiencias de estudiantes de enfermería sobre sufrimiento y placer en relación con la organización del trabajo de las enfermeras obstétricas en el sector de la maternidad. Método: estudio exploratorio y cualitativo, con 13 estudiantes de enfermería de una institución privada de educación superior en Río de Janeiro, Brasil. Los datos se recopilaron en abril y mayo de 2018 a través de entrevistas semiestructuradas. El análisis de contenido y el marco teórico de Christopher Dejours se utilizaron para analizar los datos. Resultados: durante el entrenamiento supervisado, las experiencias de sufrimiento se asociaron con la percepción de que la violencia obstétrica no se reconoce ni se identifica. Las experiencias de placer están relacionadas con el reconocimiento de las mujeres de la atención brindada. Conclusión: es necesario adoptar estrategias pedagógicas para poder problematizar el contexto laboral y sus repercusiones en el trabajador, a fin de preparar a las enfermeras con actitudes y disposiciones transformadoras de la realidad para luchar por la apreciación y el reconocimiento de la enfermería obstétrica.

Biografia do Autor

Jane Márcia Progianti, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada. Departamento de Enfermagem Materno-Infantil. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Faculdade de Enfermagem. Rio de Janeiro

Marina Nunes de Souza, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Enfermeira. Especialista. Aluna do curso de mestrado em Enfermagem. Programa de Pós-graduação em Enfermagem. Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Elias Barbosa de Oliveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Enfermeiro. Doutor em Enfermagem. Professor Associado. Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Faculdade de Enfermagem. Rio de Janeiro.

Fernanda Alves Bittencourt Rodrigues, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Enfermeira. Especialista. Aluna do curso de mestrado em Enfermagem. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES). Programa de Pós-graduação em Enfermagem. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.

Juliana Amaral Prata, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutora em Enfermagem. Professora Assistente do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro

Octavio Muniz da Costa Vargens, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Enfermreiro. Doutor. Professor Titular da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.

Publicado

10.12.2019

Como Citar

Progianti, J. M., Souza, M. N. de, Oliveira, E. B. de, Rodrigues, F. A. B., Prata, J. A., & Vargens, O. M. da C. (2019). Vivências de sofrimento e prazer das acadêmicas de enfermagem nas maternidades [Suffering and pleasure experiences of nursing undergraduate students in maternity] [Vivencias de sufrimiento y placer de estudiantes de enfermeríaen las maternidades]. Revista Enfermagem UERJ, 27, e39620. https://doi.org/10.12957/reuerj.2019.39620

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa