VARIÁVEIS ASSOCIADAS AO CONSUMO DE ALIMENTOS NÃO SAUDÁVEIS POR CRIANÇAS DE 6 A 23 MESES DE IDADE DE UMA CIDADE DO INTERIOR DO PARANÁ

Paula Chuproski Saldan, Débora Falleiros de Mello

Resumo


Objetivo: Verificar variáveis associadas ao consumo de alimentos não saudáveis por crianças de 6-23 meses. Métodos: Estudo transversal realizado durante Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite 2012 em Guarapuava-PR. Os acompanhantes de 1.355 crianças responderam ao questionário estruturado sobre alimentação da criança no dia anterior à entrevista. Com base no Passo 8 dos “Dez passos para uma alimentação saudável - Guia alimentar para crianças menores de dois anos”, investigou-se o consumo de 10 alimentos não saudáveis e adotou-se a estatística F para verificar diferenças na proporção de consumo dos alimentos segundo variáveis socioeconômicas. Resultados: Crianças filhas de mães adolescentes (≤19 anos), quando comparadas às de mães adultas (20 a 34 anos e ≥ 35 anos), apresentaram consumo significativamente maior de bolacha recheada (40,9%, 28,5% e 22,1%), salgadinhos de pacote (41,4%, 31,2% e 21,4%) e alimento adoçado (78%, 70% e 65,4%), respectivamente. Crianças filhas de mães de baixa escolaridade materna (< 8 anos), quando comparadas aos demais níveis de escolaridade (8-11 anos e > 11 anos), apresentaram maior consumo de salgadinhos de pacote (42%, 31,2% e 11,3%), guloseimas (60,2%, 53,9% e 37,4%) e alimento adoçado (75,2%, 70,6% e 61,4%). Entre crianças filhas de mães que frequentaram o serviço público de saúde comparadas com as que frequentaram o serviço privado/convênio, foi maior o consumo de bolacha recheada (32,7% vs 21,3%), de salgadinhos de pacote (37,2% vs 19,8%), de café (41,9% vs 28,1%) e de alimento adoçado (72,6% vs 66,2%), respectivamente. Em crianças moradoras da área rural, quando comparadas à urbana, evidenciou-se maior consumo de suco industrializado (49,5% vs 42,5%), salgadinhos de pacote (39,6% vs 30,4%), guloseimas (68,2% vs 52,1%), café (46,6% vs 36,2%) e alimento adoçado (80% vs 69,5%). Conclusão: O consumo de alimentos não saudáveis foi maior entre crianças de mães adolescentes, com baixa escolaridade, frequentadoras do serviço público de saúde e residentes da área rural.

DOI: 10.12957/demetra.2019.43705

 


Palavras-chave


Consumo de Alimentos, Alimentos Industrializados, Guias Alimentares, Lactente.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2019.43705