CORPO-VITRINE, SER MULHER E SAÚDE: PRODUÇÃO DE SENTIDOS NAS CAPAS DA REVISTA BOA FORMA

Maria Teresa de Assis Campos, Mariana Silva Cecílio, Fernanda Rodrigues Penaforte

Resumo


Considerando as representações de corpo belo, jovem, magro e livre de imperfeições, corpos femininos idealizados parecem ser regidos pela ideia difundida, em campanhas publicitárias, de que quanto mais esculpidos, mais felizes e resolvidas são suas donas. Diante desse cenário, o objetivo deste estudo é compreender de que forma ocorre a produção de sentidos sobre o feminino e o corpo no discurso produzido pelas capas da revista Boa Forma. Respaldado nos campos de discussão da Nutrição e da Psicologia, o estudo pautou-se na abordagem qualitativa de pesquisa, selecionando as 12 capas (edições) impressas do ano de 2015. As capas foram submetidas a análise discursiva, primeiro elencando aspectos mais evidentes e, posteriormente, mais profundos, que originou a constituição de três corpus: Discursos corporificados: o ideal de beleza como objeto de estudo; Ser mulher, ser corpo, ser abdômen; e O corpo obeso, as dietas e a saúde. Observou-se intrínseca associação entre dieta, saúde e beleza, utilizando estratégias midiáticas de conotação persuasiva sobre os cuidados necessários com o corpo. A alusão ao conceito de boa forma parece estar ao alcance de todas mulheres e ligada, exclusivamente, ao mérito delas. Foi possível também inferir que, como um exercício de controle sobre os corpos, as dietas são planejadas para não funcionarem, assim como os ideais de corpo são feitos para não serem atingidos, podendo gerar sentimentos de culpa, transtornos alimentares e tensões, refletindo nas identidades dos sujeitos. Assim, o estudo mostrou-se importante para atentarmos às “verdades” naturalizadas a que estamos sujeitos.

DOI: 10.12957/demetra.2016.22394

 

 


Palavras-chave


Corpo, Saúde, Estética, Revistas Femininas, Análise do Discurso.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2016.22394

e-ISSN: 2238-913X


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