“STAPLE FOOD” AND “CHILDREN’S FOOD”: FOOD CONSUMPTION BY BOLSA FAMILIA PROGRAM MEMBERS IN CURITIBA-PR, BRAZIL

Vanessa Daufenback, Maria Teresa Gomes de Oliveira Ribas

Resumo


O Programa Bolsa Família abrange aproximadamente 50 milhões de pessoas no Brasil, sendo considerado o maior programa de redistribuição de renda do mundo. Algumas pesquisas recentes têm revelado o consumo de novos alimentos e hábitos alimentares em decorrência do recurso acessado pelas famílias, cujas implicações são ambivalentes em termos de segurança alimentar. Neste sentido, este trabalho procurou investigar subjetividades e extrair núcleos de sentido presentes no discurso a respeito do consumo alimentar dos titulares do Programa Bolsa Família do Distrito Sanitário do Cajuru, em Curitiba-PR. Esta população foi escolhida através de amostragem aleatória estratificada proporcional com base no universo de inscritos no Programa residentes neste território. Em visitas domiciliares, coletaram-se depoimentos dos participantes, os dados quantitativos foram tabulados e realizadas as estatísticas descritivas. As subjetividades dos discursos foram reunidas em núcleos de sentido e problematizadas de acordo com achados empíricos e teóricos. Os resultados quali-quantitativos revelaram aumento do consumo de ultraprocessados, justificados pela compensação alimentar “das crianças” e atrelados à oposição ao “grosso” (básico), concomitantemente à percepção fragmentada sobre alimentos “não saudáveis” e a valorações positivas acerca da entrada no mundo do consumo de determinados produtos segundo perspectiva dos titulares de direito do Programa investigados.

DOI: 10.12957/demetra.2016.16090

 


Palavras-chave


População de baixa renda; Programas de transferência de renda; Análise Qualitativa; Consumo de Alimentos; Comportamento alimentar.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2016.16090