MAMANA FANISSE, DE JOSÉ CRAVEIRINHA: ONDE A ESCRITA CARREGA DOR

Avani Souza Silva

Resumo


Resumo: José Craveirinha foi um poeta e escritor dos mais engajados em Moçambique contra a colonização portuguesa. Foi também um dos primeiros poetas moçambicanos a assumir os valores da Negritude e da Moçambicanidade. Sua poética é inspirada no cotidiano de seu país, que ele toma como metonímia da África: identidade africana, memórias familiares e também a fome, o abandono, a miséria, o racismo, a falta de oportunidades, a doença e a morte. A infância é um tema importante na prosa do escritor, em que ele mostra a miséria e abandono a que as crianças estavam relegadas durante o colonialismo português. Para mostrar esse aspecto da obra de Craveirinha, analisaremos o conto “Mamana Fanisse”, do livro Hamina e outros contos, apontando diálogos intratextuais na obra que reforçam o tema. Com base na noção de identidade e resistência cultural concebidos por Stuart Hall (2006) focalizaremos os elementos identitários utilizados na obra pelo escritor que reforçam essas noções, como a música por exemplo.

 

 


Palavras-chave


Mamana Fanisse. Identidade cultural. Resistência cultural. Literatura moçambicana. José Craveirinha.

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DOI: https://doi.org/10.12957/seminal.2022.59393

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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