O USO VARIÁVEL DA CONCORDÂNCIA SOB A ÓTICA DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA E MATEMÁTICA

Marília Silva Vieira, Rodrigo Borges Gonçalves

Resumo


A língua se revela heterogênea, influenciada não apenas por forças internas, mas também por pressões externas. Logo, quando um falante qualquer se expressa por meio da língua, ele não transmite apenas os sentidos produzidos pelos signos linguísticos, mas também significados sociais compartilhados pela comunidade. Para aferir as crenças e atitudes de professores graduados em Letras e em Matemática de Quirinópolis, no sudoeste goiano, em relação às variações em concordância verbal e concordância nominal, esta pesquisa lançou mão de uma técnica de medição indireta chamada matched guise. Nesse sentido, as ações realizadas neste estudo basearam-se nos preceitos da Sociolinguística (LABOV, 2008; 2001; 1994; 1966; ECKERT, 2012; BOTASSINI, 2013) e na Sociolinguística Educacional (BORTONI-RICARDO, 2004). Os resultados apontados pela investigação da variação nas comunidades de práticas em questão evidenciaram que os professores de Matemática apresentaram rejeição mais saliente às variáveis pesquisadas, comparativamente aos professores de Língua Portuguesa. Logo, reforça-se a necessidade de que o ensino de Língua Portuguesa seja embasado em preceitos da variação linguística, inclusive na formação dos docentes de fora da área de Letras.


Palavras-chave


Crenças; Atitudes; Sudoeste Goiano; Ensino.

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DOI: https://doi.org/10.12957/cadsem.2020.55857

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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