A PULSÃO DA ERRÂNCIA, O DEVIR-MULHER E A POTÊNCIA DA ARTE EM A DOCE CANÇÃO DE CAETANA

Roniê Rodrigues da Silva

Resumo


Este trabalho objetiva realizar uma leitura crítica do romance A doce canção de Caetana, da escritora contemporânea Nélida Piñon, associando o tema da errância à noção do devir-mulher e à ideia de potência representadas pela protagonista Caetana, uma fracassada atriz mambembe que perambula pelo interior do Brasil como herdeira de uma arte funâmbula, legatária de uma vida de ciganos, e que aparece na obra nelidiana intercambiando seu fazer artístico por ovos ou galinhas, a fim de sobreviver. Experienciando o que Michel Maffesoli (2001) denomina por efervescência dionisíaca, à parte de uma indústria cultural do entretenimento, é possível afirmar que Caetana e sua trupe manifestam o desejo por formas de subjetivação que escapam à ordem imperante das instituições de poder, encenando a aventura da existência por uma vivência anômica caracterizada pela desterritorialização, pela movência constante, e pela possibilidade de devir, conforme a discussão desenvolvida por Deleuze e Guattari (1997).

Palavras-chave


Literatura Brasileira; Nélida Piñon; Errância; Devir; Potência.

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DOI: https://doi.org/10.12957/cadsem.2019.38489

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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