A POTÊNCIA EPISTEMOLÓGICA DO PROVÉRBIO: UM NOVO LOCAL DE ENUNCIAÇÃO

Lívia Maria Costa Sousa

Resumo


A proposta deste ensaio é refletir acerca da potência epistemológica e literária do provérbio, pensando a partir das teorias de Boaventura Sousa Santos, Édouard Glissant e Walter Mignolo. A presença de provérbios − expressão ou frase curta facilmente memorável, expressão de algo tido como verdadeiro a partir das observações práticas da vida − é uma constante sobretudo em textos de escritores africanos, como um efetivo marco daquela cosmovisão que valora sobremaneira a sabedoria dos antigos, seja no início da obra literária como chaves de leituras que vão preparar “o campo” para a narrativa subsequente, dando-lhe forte profundidade e significação. É notório, porém, perceber como esse gênero literário foi (e ainda é) apequenado pela tradição literária, cujo potencial epistemológico é deliberadamente recalcado, esquecido de nossas vistas, ainda que seja parte integrante e fundamental da narrativa.


Palavras-chave


Provérbio; Literatura africana; Boaventura Sousa Santos; Édouard Glissant; Walter Mignolo.

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DOI: https://doi.org/10.12957/cadsem.2017.27697

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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