CONTOS DO LOOP E A RESISTÊNCIA À DISTOPIA CONTEMPORÂNEA

Pedro Sasse, Julliana Bomfim

Resumo


Produções recentes como as séries Black Mirror (Netflix), Eletric Dreams (Amazon Prime) e Years and Years (BBC One) vêm alimentando o imaginário contemporâneo com visões distópicas da sociedade, nas quais ganham relevo discussões sobre a alienação, reificação, controle e vigilância potencializados pela tecnologia. Na contramão dessa forte tendência da ficção científica contemporânea, surge Contos do Loop, taxada pela mídia de anti-Black Mirror por sua abordagem humanizada, sensível e majoritariamente otimista da relação entre o homem e a tecnologia. Outro aspecto importante que opõe essa série a seus pares é a escolha da época em que se passa a narrativa: não no futuro, mas no passado, sendo, assim, um representante contemporâneo da vertente da ficção científica conhecida como retrofuturismo. Através de uma análise tanto da série quanto do livro que lhe serve de inspiração, Ur Varselklotet, de Simon Stålenhag, pretendemos mostrar como o retrofuturismo surge do mesmo contexto de crise que alimenta o imaginário distópico, projetando num passado nostálgico – mas crítico – visões de futuro que não mais encontram paridade com as expectativas contemporâneas.

Palavras-chave


distopia; retrofuturismo; ficção científica; nostalgia; esperança

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LEITURA / IMPRESSÃO


DOI: https://doi.org/10.12957/abusoes.2021.56167

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Revista Abusões
e-ISSN: 2525-4022