Hábito de comer em frente à televisão: um estudo de base populacional em Criciúma, Santa Catarina
DOI:
https://doi.org/10.12957/demetra.2026.79803Palabras clave:
Hábito alimentar. Ingestão de alimentos. Consumo alimentar.Resumen
Introdução: A alimentação passou por diversas transformações ao longo do tempo, especialmente com a inserção de dispositivos eletrônicos, como celulares e televisão (TV). Esses avanços tecnológicos alteraram os hábitos alimentares da população, influenciando a qualidade da alimentação e a relação com a comida. Dessa forma, torna-se relevante investigar os fatores associados ao hábito de comer em frente à TV, sobre tudo em diferentes faixas etárias. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo verificar os fatores associados ao hábito de comer em frente à TV em adultos e idosos da cidade de Criciúma, localizada no Sul Catarinense. Método: Trata-se de um estudo transversal de base populacional, conduzido entre março e dezembro de 2019. A amostra foi composta por 820 indivíduos, com predomínio do sexo feminino (63,8%) e idade de 60 anos ou mais (45%). A coleta de dados incluiu informações sociodemográficas, hábitos alimentares e comportamentais. A análise estatística foi realizada para identificar associações entre o hábito de comer assistindo TV e variáveis como idade, cor da pele e consumo de alimentos ultraprocessados. Resultados: A prevalência do hábito de comer assistindo TV foi de 38,5%. Após análise ajustada, observou-se que os indivíduos mais jovens apresentaram maior prevalência desse hábito (RP 2,11 [IC95% 1,69;2,34]; p<0,001), com uma tendência linear inversa em relação à idade (p<0,001). A variável “cor da pele” também apresentou maior relação com o hábito de comer assistindo TV [RP 1,43 [IC95% 1,12;1,82]; p=0,006). Esse achado mostra evidências importantes de que o hábito de comer assistindo TV está associado com diferentes fatores.
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