Submissões
Condições para submissão
Como parte do processo de submissão, os autores são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores.- certificar-se da originalidade da submissão, ou seja, o trabalho não pode ter sido publicado anteriormente e/ou ser submetido simultaneamente a outro periódico; para tanto, é importante que preencham o documento com a declaração de originalidade, devidamente assinado, e o anexem digitalmente no sistema. por favor, para esta ação repita o mesmo procedimento que utilizou para fazer o carregamento do artigo submetido à avaliação.
- certificar-se de que o arquivo submetido está em formato microsoft word sem a identificação dos autores, e que o mesmo segue o template de submissão para a estrutura do texto submetido, disponível na barra horizontal da revista. é obrigatório o uso do formato indicado pela editoria da revista.
- verificar se as citações abreviadas no corpo do texto e em notas de rodapé (autor, ano da publicação e, quando for o caso, página) estão completas nas referências ao final do texto, segundo as normas da abnt ou apa (conforme tenha escolhido uma ou outra). todas as referências que possuam o formato eletrônico (periódicos, e-books, teses e dissertações digitais) devem indicar corretamente a url completa no final da referência. as urls demasiado extensas deverão ser encurtadas utilizando-se o: https://bitly.com/
- certificar-se que está usando as palavras-chave padronizadas de acordo com os tesauros abaixo: tesauro de ciência da informação (ibict); thesaurus unesco ou eric thesaurus. o não cumprimento da inclusão das palavras-chave padronizadas dará autorização direta para os editores do periódico incluírem novos termos padronizados - a quantidade de palavras-chave deve ser entre 3 (três) até 5 (cinco) termos.
- certificar-se de que foi realizado o registro para apresentação do id orcid.
- certificar-se de que o formulário obrigatório de submissão esteja preenchido e enviado.
- o texto publicado inclui o e-mail do autor.
dossier "variações em tom menor em redor da infância, psicologia e educação"
este dossiê propõe-se a cartografar práticas e pensamentos que desafiem os modelos majoritários da psicologia educacional – aqueles que, historicamente, têm operado segundo lógicas de normalização, mensuração e hierarquização dos saberes, dos corpos e das infâncias. inspirados no conceito de "tom menor" proposto por deleuze e guattari, buscamos tensionar a psicologia educacional como campo de produção de subjetividades, interrogações e resistências, abrindo espaço para formas de pensar, sentir e agir que escapem às capturas da racionalidade técnico-instrumental e do dispositivo escolar moderno.
mais do que rejeitar a psicologia como aliada da educação, este dossiê pergunta: que psicologia é possível quando se pensa a educação e a formação de professores a partir do fora? que práticas educacionais e psicológicas emergem quando se escuta o murmúrio das linhas de fuga e se acolhe a potência da diferença, da infância, da linguagem antes da linguagem? como pensar uma psicologia educacional que se faça com as margens, com os gestos errantes, com o comum ainda por vir?
convocamos contribuições que dialoguem com os trabalhos de gilles deleuze e félix guattari – especialmente com as ideias de esquizoanálise, mapas, desterritorializações, devir-criança e menoridade – e que se deixem contaminar pela crítica genealógica de michel foucault ao sujeito psicológico moderno e suas tecnologias de governo. interessa-nos, igualmente, o legado de fernand deligny, cuja experimentação com crianças não verbais interroga radicalmente os fundamentos comunicacionais, terapêuticos e educativos da psicologia.
as contribuições podem abordar, entre outros temas:
experiências e narrativas de psicologias menores na formação de professores, no cotidiano escolar ou institucional;
cartografias de práticas clínicas, educativas, audiovisuais e artísticas de modo geral que desloquem os saberes hegemônicos da psicologia;
críticas à normalização da infância e às formas de subjetivação escolarizadas;
diálogos com psicologias e filosofias da diferença, da infância e do cuidado;
potências micropolíticas do brincar, da escuta, da atenção e do gesto;
perspectivas decoloniais/contra coloniais e feministas que repensem os fundamentos da psicologia educacional;
modos de pesquisa que escapem ao paradigma representacional da ciência psicológica e da racionalização das subjetividades nas políticas educacionais.
textos em português, espanhol, francês ou inglês serão aceitos. aceitamos artigos científicos, ensaios, relatos de experiência, entrevistas e proposições experimentais. todas as submissões passarão por avaliação por pares em regime duplo-cego.
prazo para submissão: 30 de novembro de 2025.
publicação prevista: 1º semestre 2026.
normas para autores: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/childhood/about/submissions#authorguidelines
organização do dossiê: tiago almeida, fernanda omelczuk, luciano bedin da costa, rodrigo lages e silva , rosimeri de oliveira dias, césar leite.
dossier: philosophy with children and critical posthumanism: rethinking child(hood) and human subjectivity
A Filosofia com Crianças (FcC) considera as crianças como capazes de pensar filosóficamente. A infância tornou-se um espaço para a democratização radical da filosofia acadêmica e uma reconstrução da educação (Lipman et al., 1977). No entanto, existem diferenças (às vezes sutis) entre os proponentes da FcC sobre suas visões da infância, com algumas vozes fortes resistindo aos esforços para incluir as crianças no mundo racional dos adultos ou para usar a filosofia adulta como norma para o que conta como filosofia "real" (ver, por exemplo, Haynes, Murris, Kennedy, Kohan, Stanley e Lyle). Além de questionar profundamente as noções de desenvolvimento da infância (Matthews, 1996), estudiosos têm trazido outros campos interdisciplinares para um rico diálogo com a Filosofia para Crianças (FcC), destacando suas dimensões políticas intrínsecas, como estudos de gênero, estudos da infância, teoria crítica da raça e estudos decoloniais (ver, por exemplo, childhood & philosophy, v.22 (2026):
https://www.e-publicacoes.uerj.br/childhood/issue/view/3506).
Este Dossiê leva essas investigações críticas a uma direção diferente, trazendo perspectivas pós-humanistas para o diálogo com a FcC. Em certo sentido, a FcC é um organismo vivo que absorve as abordagens teóricas dos profissionais que se dedicam a ela: teorias vygotskianas, pragmatistas americanas, fenomenológicas, pós-modernas e pós-estruturalistas a influenciaram profundamente (Rollins Gregory et al., 2017). Eles moldaram e continuam a moldar a forma como conceitos centrais como pensamento, comunidade, democracia, agência, causalidade, voz e inclusão surgem e se enraízam na Filosofia com Crianças (FcC). Em contraste, o pós-humanismo trabalha com uma ontologia diferente. A diferença que a (re)volta ontológica faz para a FcC, tanto teórica quanto praticamente, é o que este Dossiê pretende explorar.
Declaração de Direito Autoral
os direitos autorais de cada artigo publicado na childhood & philosophy pertencem ao(s) seu(s) autor(es). childhood & philosophy tem o direito da primeira publicação. a seguinte indicação deve ser adicionada à reimpressão do artigo depois de sua primeira publicação em childhood & philosophy (com os números apropriados substituindo as elipses): [título do artigo] foi originalmente publicado em childhood & philosophy, volume ..., número ..., pp. ...-...
