A TRAVESSIA DO RIO: UMA LEITURA À LUZ DO CONCEITO DE NEONARRATIVA DE ESCRAVIDÃO
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Resumo
O objetivo do artigo é analisar o romance A travessia do rio, de Caryl Phillps, de modo a demonstrar que, a par de sua estrutura narrativa atípica, ele pode ser classificado com uma neonarrativa de escravidão. Para tanto, inicialmente, apresentamos uma breve retrospectiva dos pressupostos teóricos que norteiam esse subgênero do romance, o seu contexto de surgimento e suas características. Em seguida, examinamos as partes que compõem o romance de Phillips, enfatizando o caráter hibrido e polifônico da narrativa. Como principal abordagem teórica, recorremos à perspectiva de Valerie Smith (2007), para quem as neonarrativas de escravidão passaram por um processo evolutivo que, hodiernamente, abraça uma variedade de estilos de escrita, produzindo novas formas de experiência estética, ao mesmo tempo em que empreende uma revisão crítica do passado histórico.
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