Devir-com plantas no antropoceno

ecologias de design para sustentar a vida

Authors

DOI:

https://doi.org/10.12957/arcosdesign.2026.96265

Keywords:

plantas, design, mais-que-humanos, antropoceno

Abstract

This article investigates how design processes can be rethought from a relational and more-than-human perspective, taking plants as partners in sustaining life in the context of the Anthropocene. Drawing on pedagogical experiences, design research practices, and dialogues with authors such as Tim Ingold, Donna Haraway, Arturo Escobar, Stefano Mancuso, Antônio Bispo dos Santos, and Anna Tsing, the article proposes understanding design not as a closed plan, but as a process in motion, grounded in correspondence, plasticity, and radical interdependence. Inspired by principles of the so-called Nation of Plants, the text discusses three central axes for contemporary design: the rights of ecological communities, phenotypic plasticity, and broad, decentralized vegetal democracies. It argues that thinking-with plants makes it possible to imagine design ecologies that break with the centralization of power, extractivist logics, and the separation between nature and culture, contributing to the construction of more attentive, situated, and life-sustaining ways of living.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

Maria Cristina Ibarra, UFPE

Professora no Departamento de Design e no Programa de Pós-Graduação em Design da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde articula o grupo de pesquisa CUIDA — Coletivo de Iniciativas em Design e Antropologia. Sua trajetória passa por diferentes contextos na América Latina e na Europa, onde desenvolveu pesquisas e trocas com outras áreas e instituições.

Tem se dedicado a investigar as relações entre design, antropologia e participação, com atenção à pluriversalidade e às formas de enfrentar a crise socioambiental contemporânea. Interessa-se por como a antropologia se entrelaça com o design e por como ferramentas do design podem enriquecer processos participativos orientados à transformação social, incluindo também o deslocamento do design de produtos em direção a relações humanas e mais-que-humanas.

É autora do livro Design como correspondência: antropologia e participação na cidade (Editora UFPE, 2021), coautora da ferramenta pedagógica Cocriação em Ação, desenvolvida com Bruna Montuori (2025), e coordena o podcast Sentipensante, um espaço de conversas sobre design na América Latina.

References

COCCIA, Emanuele. A vida das plantas: uma metafísica da mistura / Emanuele

Coccia / tradução Fernando Scheibe - Desterro [Florianópolis] : Cultura e Barbárie, 2018.

CONSONNI EDICIONES. Entrevista a Donna J. Haraway, sobre "Seguir con el problema". YouTube, 16 de abril de 2020. Disponível em:

https://youtu.be/XXaUPJ6HU3w?si=XUOuTFUNU2n2-Ew1. Acesso em: 28 de abril de 2024.

CULLINAN, Cormac. Direitos da Natureza. In: Kothari, A. et al. Pluriverso: um dicionário do pós-desenvolvimento. São Paulo: Elefante, 2022. p. 510-513

DARWIN, Charles. A origem das espécies. Porto: LELLO & IRMÃO – EDITORES, 2003. E-book

DESPRET, Vinciane. 2016. “O que diriam os animais se...”. Chão da Feira, 45: 1-20. Disponível em: https://chaodafeira.com/catalogo/caderno-n-45-o-que-diriam-os-animais-se/. Acesso 28 de maio 2024.

ESCOBAR, Arturo. Contra o terricídio. N-1 Edições. 2020. Disponível em: https://issuu.com/n-1publications/docs/pandemia_cr_tica_145. Acesso em: 28 mai. 2024.

FALS BORDA, O.; BRANDÃO, C. Investigación participativa. 3. ed. Uruguai: Instituto del Hombre. Ediciones de la Banda Oriental, 1991.

HARAWAY, Donna. Ficar com o problema. São Paulo: N-1 Edições, 2023. 364 p.

INGOLD, Tim. Trazendo as coisas de volta à vida: emaranhados criativos num mundo de materiais. Horizontes antropológicos, Porto Alegre, v. 18, n. 37, p. 25-44, Junho 2012.

INGOLD, Tim. Conociendo desde dentro: reconfigurando las relaciones entre la antropología y la etnografía. Etnografías Contemporáneas 2 (2), 2015a. p. 218-230.

INGOLD, Tim. Estar vivo: Ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição/Tim Ingold; tradução de Fábio Creder – Coleção Antropologia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015b.

INGOLD, Tim. On human correspondence. Journal of the Royal Anthropological Institute. Vol. 23, Ed. 1. 2016. p. 9-27.

INGOLD, Tim. Antropologia e/como educação. Tim Ingold; tradução Vitor Emanuel Santos Lima, Leonardo Rangel dos Reis. (Coleção Antropologia). Petrópolis, RJ: Vozes, 2020.

KRENAK, Ailton. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras. 2022

PALLASMAA, Juhani. As Mãos Inteligentes: A Sabedoria Existencial e Corporalizada na Arquitetura. Bookman. 2013

MANCUSO, Stefano. Nação das plantas. São Paulo: Ubu Editora, 2024. 128 p.

LE GUIN, Ursula K. Teoria da bolsa. 2021. [recurso eletrônico]. Disponível em:

<https://www.andredeak.com.br/wp-content/uploads/tainacan-items/77/99/le-guin-ursula-k-teoria-bolsa-da-ficaao-the-carrier-bag-theory-of-fiction.pdf>. Acesso em: 22 jan. 2025.

SANTOS, Antônio Bispo dos. Colonização, Quilombos, Modos e Significações. Brasília: INCTI/UnB, 2015.

TSING, Anna Lowenhaupt. O cogumelo do fim do mundo: sobre a possibilidade de vida nas ruínas do capitalismo. São Paulo: n-1 edições, 2022.

TSING, Anna. Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no Antropoceno. Brasília: IEB Mil Folhas, 2019

Published

2026-07-13

How to Cite

IBARRA, Maria Cristina. Devir-com plantas no antropoceno: ecologias de design para sustentar a vida. Arcos Design, Rio de Janeiro, v. 19, n. 2, p. e96265 , 2026. DOI: 10.12957/arcosdesign.2026.96265. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/arcosdesign/article/view/96265. Acesso em: 18 jul. 2026.