Devir-com plantas no antropoceno
ecologias de design para sustentar a vida
DOI:
https://doi.org/10.12957/arcosdesign.2026.96265Palavras-chave:
plantas, design, mais-que-humanos, antropocenoResumo
Este artigo investiga como os processos de design podem ser repensados a partir de uma perspectiva relacional e mais-que-humana, tomando as plantas como parceiras para sustentar a vida no contexto do Antropoceno. A partir de experiências pedagógicas, práticas de pesquisa em design e diálogos com autores como Tim Ingold, Donna Haraway, Arturo Escobar, Stefano Mancuso, Antônio Bispo dos Santos e Anna Tsing, propõe-se compreender o design não como um plano fechado, mas como um processo em movimento, baseado na correspondência, na plasticidade e na interdependência radical. Inspirando-se em princípios da chamada Nação das Plantas, o texto discute três eixos centrais para o design contemporâneo: os direitos das comunidades ecológicas, a plasticidade fenotípica e as democracias vegetais amplas e descentralizadas. Argumenta-se que pensar-com plantas possibilita imaginar ecologias de design que rompem com a centralização do poder, com a lógica extrativista e com a separação entre natureza e cultura, contribuindo para a construção de modos de vida mais atentos, situados e comprometidos com a continuidade da vida.
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