O conceito de Trabalho de acordo com Lazare Carnot e Joseph-Louis Lagrange, sua construção formal e seus diferentes perfis epistemológicos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/sustinere.2026.90927

Palavras-chave:

Conceito de Trabalho, Conceitos Científicos, Perfis Epistemológicos, Níveis Conceituais

Resumo

O interesse por conceitos e, por extensão, pelo conhecimento, é intrínseco a vários campos do saber. Sendo assim, discutir sua definição e construção pode auxiliar não apenas filósofos, mas também investigadores de áreas diversas, como as de humanidades e as científico-tecnológicas. É inserido nesse contexto que nosso artigo se apresenta. Para isso, retomamos algumas discussões de pontos específicos da epistemologia dos conceitos de Gaston Bachelard e de Giles-Gaston Granger, as quais podem ser utilitárias, ao permitir que se analise a construção e a natureza dos conceitos científicos. O interesse pelos trabalhos do primeiro [Bachelard] está centrado nos diferentes perfis epistemológicos e pelos trabalhos do segundo [Granger] está centrado na construção dos conceitos formais nas ciências. Logo, a intenção foi a de destacar a estrutura conceitual presente num recorte da construção histórica do campo conceitual energia, ou do conceito de energia, ao considerarmos, em especial, a diferença de estrutura envolvida na construção do conceito de trabalho elaborado pelos pensadores. Lançando mão de dois modelos do desenvolvimento histórico do conceito de trabalho, o de Lazare Carnot e o de Joseph-Louis Lagrange, destacaremos as diferenças entre suas construções formais e seus diferentes perfis epistemológicos. Como resultado, verificamos que o conceito de trabalho, desenvolvido por Carnot, aproxima-se do que Bachelard chama de perfil realista e o conceito desenvolvido por Lagrange acerca-se do perfil racionalista.

Biografia do Autor

Marcos Antonio Barros, Universidade Estadual da Paraíba/Departamento de Fisica

Possui graduação em LICENCIATURA EM FÍSICA pela Universidade Estadual da Paraíba (1985), Especialização em Ensino das Ciências (UEPB - 1992), Mestrado em Ensino das Ciências pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2006) e Doutorado em História, Filosofia e Ensino de Ciências pela UFBA. Professor do Departamento de Física da Universidade Estadual da Paraíba, onde leciona algumas disciplinas como: Física Geral, Física Moderna, Física-Matemática, Mecânica Quântica e História da Física. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática - UEPB - Mestrado e Doutorado.

Alexandre Campos, Universidade Federal de Campina Grande

Doutor em Ensino de Física (USP), Mestre em História das Ciências (PUC-SP) e Licenciado em Física (UFSCar). Professor na Unidade Acadêmica de Física na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Atua no Polo de Campina Grande do Mestrado Nacional Profissional de Ensino de Física (MNPEF). É líder do Grupo de Pesquisa em Ensino de Física (GPEF) da UFCG. Foi bolsista no Núcleo de Pesquisa em Inovações Curriculares da FEUSP, colaborando na elaboração, implementação e avaliação de conteúdos e Sequências Didáticas de Física Moderna e Contemporânea no Ensino Média. Foi bolsista educador de Estágios na FEUSP, articulando ações entre docentes das disciplinas de Estágio (FEUSP), estagiários (discentes da licenciatura) e professores supervisores de Estágio (rede pública). Foi professor titular de cargo da rede pública do Estado de São Paulo. Foi professor da rede particular e de cursos pré-vestibulares. Atualmente é coordenador do PIBID. É coordenador e orientador de Estágios Supervisionados na UFCG. Coordena o Programa de Pós-Graduação, especialização, para formação de professores em Física Moderna e Contemporânea (FMC). É colaborador em projeto de formação de professores junto à UFSCar e à UNIFEI sobre interlocuções entre o Ensino Formal e a popularização da Astronomia. Orienta projetos sobre a Epistemologia dos Conceitos Científicos Escolares, a Teoria dos Campos Conceituais e aspectos da Didática Francesa. Coordena e orienta projeto de extensão sobre Astronomia.

Elio Carlos Ricardo, USP

Graduação em Licenciatura em Física pela Universidade Estadual de Ponta Grossa - Paraná (1997), Curso de Extensão (Course Certificate) Filosofia da Ciência pela Universidade de Edimburgo - Escócia (2024). Especialização em Gestão Ambiental pela Universidade Estadual de Ponta Grossa - Paraná (1999), Especialização em Divulgação e Comunicação da Ciência e da Tecnologia pela Universidade de Oviedo - Espanha (2014), Mestrado em Educação - Ensino de Ciências pela Universidade Federal de Santa Catarina (2001 - Bolsa CAPES), Mestrado em Cultura Científica e Inovação pela Universidade de Oviedo - Espanha (2015), Doutorado em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005 - Bolsa CAPES). Doutorado em Lógica e Filosofia da Ciência pela Universidade de Salamanca - Espanha (2023). Pós-Doutorado em História e Filosofia da Física pela Universidade Paris 7 Denis Diderot - França (2007 - Bolsa CAPES). Pós-Doutorado em História e Filosofia da Tecnologia pela Universidade de Salamanca - Espanha (2016 - Bolsa de Pesquisa no Exterior - FAPESP). Livre-Docência em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade de São Paulo (2012). Professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo desde 2008 [elioricardo@usp.br].

Felipe Augusto Gomide, Universidade Estadual de São Paulo, UNESP, Marília, SP

Mestre em Filosofia, na linha de Filosofia da Mente, Epistemologia e Lógica, na Faculdade de Filosofia e Ciências, UNESP/Marília, tendo por especial interesse o problema da demarcação e do método científico. Possui Graduação em Filosofia (Licenciatura) pela mesma instituição.

Flávio José de Carvalho, Universidade Federal de Campina Grande

Flávio de Carvalho é professor de Filosofia. Cursou graduação, mestrado e doutorado em Filosofia na Universidade Federal de Pernambuco. Realizou estágio pós-doutoral na Université de Lille, França. Trabalha na Universidade Federal de Campina Grande, onde ministra aulas, realiza orientações de Iniciação Científica, de Monografias e Dissertações, respectivamente, no Curso de Graduação em Filosofia e no Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Filosofia (PROF-FILO), no qual pertence ao Quadro de Docentes Permanentes. Ele atua como líder no Grupo de Pesquisa Educação e Ensino de Filosofia (UFCG/CNPq). Ele é membro do Núcleo Estruturante do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar e também atua como membro do GT Filosofia e Gênero, ambos vinculados à ANPOF. Ele atua como pesquisador no Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e Relações de Sexo e Gênero - NIPAM/UFPB e também atua como pesquisador no Núcleo de Estudos em Biopolítica e Filosofia Contemporânea - BIOS/UEPB. Suas investigações e publicações se dedicam à Filosofia Contemporânea, ao Ensino de Filosofia, aos Estudos de Gênero na Filosofia.

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Publicado

24-08-2026

Como Citar

Barros, M. A., Campos, A., Ricardo, E. C., Gomide, F. A., & de Carvalho, F. J. (2026). O conceito de Trabalho de acordo com Lazare Carnot e Joseph-Louis Lagrange, sua construção formal e seus diferentes perfis epistemológicos . Revista Sustinere, 14(1), 688–710. https://doi.org/10.12957/sustinere.2026.90927