O conceito de Trabalho de acordo com Lazare Carnot e Joseph-Louis Lagrange, sua construção formal e seus diferentes perfis epistemológicos
DOI:
https://doi.org/10.12957/sustinere.2026.90927Palavras-chave:
Conceito de Trabalho, Conceitos Científicos, Perfis Epistemológicos, Níveis ConceituaisResumo
O interesse por conceitos e, por extensão, pelo conhecimento, é intrínseco a vários campos do saber. Sendo assim, discutir sua definição e construção pode auxiliar não apenas filósofos, mas também investigadores de áreas diversas, como as de humanidades e as científico-tecnológicas. É inserido nesse contexto que nosso artigo se apresenta. Para isso, retomamos algumas discussões de pontos específicos da epistemologia dos conceitos de Gaston Bachelard e de Giles-Gaston Granger, as quais podem ser utilitárias, ao permitir que se analise a construção e a natureza dos conceitos científicos. O interesse pelos trabalhos do primeiro [Bachelard] está centrado nos diferentes perfis epistemológicos e pelos trabalhos do segundo [Granger] está centrado na construção dos conceitos formais nas ciências. Logo, a intenção foi a de destacar a estrutura conceitual presente num recorte da construção histórica do campo conceitual energia, ou do conceito de energia, ao considerarmos, em especial, a diferença de estrutura envolvida na construção do conceito de trabalho elaborado pelos pensadores. Lançando mão de dois modelos do desenvolvimento histórico do conceito de trabalho, o de Lazare Carnot e o de Joseph-Louis Lagrange, destacaremos as diferenças entre suas construções formais e seus diferentes perfis epistemológicos. Como resultado, verificamos que o conceito de trabalho, desenvolvido por Carnot, aproxima-se do que Bachelard chama de perfil realista e o conceito desenvolvido por Lagrange acerca-se do perfil racionalista.
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