Perfil clínico e epidemiológico de pacientes submetidas ao tratamento quimioterápico neoadjuvante de neoplasia da mama
DOI:
https://doi.org/10.12957/sustinere.2026.89597Palavras-chave:
Neoplasias da Mama, Terapia Neoadjuvante, Quimioterapia Antineoplásica, Protocolos Antineoplásicos, Perfil EpidemiológicoResumo
O câncer de mama é o segundo tipo de neoplasia mais frequente em mulheres no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A transformação de células normais em tumorais pode acontecer por mutações espontâneas ou induzidas, deficiência imunológica ou exposição a agentes carcinogênicos. O presente estudo tem como objetivo caracterizar o perfil clínico, os dados anatomopatológicos e imuno-histoquímicos de pacientes com neoplasia da mama em regime de quimioterapia neoadjuvante. Trata-se de um estudo observacional epidemiológico retrospectivo, realizado na Santa Casa de Misericórdia de Sobral (SCMS), unidade de referência no tratamento de neoplasias. A amostra foi composta por 60 pacientes com diagnóstico confirmado de câncer de mama atendidas entre janeiro e dezembro de 2021. A maioria das pacientes tinha idade acima de 36 anos, eram solteiras e tinham escolaridade entre o ensino fundamental e médio. Observou-se maior percentual do subtipo carcinoma ductal invasivo (93,30%), com estadiamento predominante em estádio III (65,00%) e distribuição entre os subtipos luminais, HER-2 superexpresso e triplo negativo. O protocolo AC-T foi o mais utilizado (50,00%), seguido do TCH (21,70%) e AC-TH (18,30%). A análise revela limitações nos dados sociodemográficos e de estilo de vida, o que compromete uma leitura mais precisa da população atendida. Ressalta-se a importância do investimento na alimentação dos prontuários e no diagnóstico precoce, sobretudo em mulheres jovens com câncer de mama triplo negativo, mais agressivo e com menor resposta à hormonioterapia.
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