Interações potenciais entre morcegos e plantas no Parque Estadual do Grajaú, Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.12957/sustinere.2026.88027Palavras-chave:
Chiróptera, Mata atlântica, Unidades de conservação, Dispersão de sementesResumo
Resumo:
Tendo em vista o papel realizado por morcegos nos processos de polinização e dispersão, tornou-se interessante estudar as possíveis interações entre tais animais e a flora do Parque Estadual do Grajaú - PEG que abriga ao menos 65 espécies de plantas. A lista de morcegos presentes no PEG resulta de uma parceria com pesquisadores da UFRRJ que realizaram levantamentos de dados primários em unidades de conservação na cidade do Rio de Janeiro. Em paralelo realizamos a busca por informações sobre as espécies da flora presentes no PEG consultando o herbário virtual do Jardim Botânico do RJ e banco de dados virtuais sobre as interações entre morcegos e plantas com ocorrência confirmada no PEG. Foram listadas 23 espécies de morcego, 12 dessas apresentando possíveis interações. As 89 espécies de plantas listadas se distribuem em 31 famílias. Dentre as famílias de plantas com as quais os morcegos apresentaram interações, três delas possuem espécies endêmicas. No total 19 espécies ocorrem unicamente no Brasil. Uma delas se encontra em risco de extinção, a Ficus cyclophylla. Assim como a espécie de morcego endêmica do Brasil Platyrrhinus recifinus que interage unicamente com a espécie de planta Cecropia glaziovii, igualmente endêmica. Estes dados ressaltam a importância do PEG como uma unidade de conservação. Estudar como os morcegos afetam a dispersão das plantas pode ser a chave para garantir a perpetuação delas, assim como os papéis ecológicos que desempenham.
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