Interações potenciais entre morcegos e plantas no Parque Estadual do Grajaú, Rio de Janeiro

Autores

  • Lyniker Sales Pires Uerj Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Antonio Carlos de Freitas
  • Izar Araujo Aximoff

DOI:

https://doi.org/10.12957/sustinere.2026.88027

Palavras-chave:

Chiróptera, Mata atlântica, Unidades de conservação, Dispersão de sementes

Resumo

Resumo:

Tendo em vista o papel realizado por morcegos nos processos de polinização e dispersão, tornou-se interessante estudar as possíveis interações entre tais animais e a flora do Parque Estadual do Grajaú - PEG que abriga ao menos 65 espécies de plantas. A lista de morcegos presentes no PEG resulta de uma parceria com pesquisadores da UFRRJ que realizaram levantamentos de dados primários em unidades de conservação na cidade do Rio de Janeiro. Em paralelo realizamos a busca por informações sobre as espécies da flora presentes no PEG consultando o herbário virtual do Jardim Botânico do RJ e banco de dados virtuais sobre as interações entre morcegos e plantas com ocorrência confirmada no PEG. Foram listadas 23 espécies de morcego, 12 dessas apresentando possíveis interações. As 89 espécies de plantas listadas se distribuem em 31 famílias. Dentre as famílias de plantas com as quais os morcegos apresentaram interações, três delas possuem espécies endêmicas. No total 19 espécies ocorrem unicamente no Brasil. Uma delas se encontra em risco de extinção, a Ficus cyclophylla. Assim como a espécie de morcego endêmica do Brasil Platyrrhinus recifinus que interage unicamente com a espécie de planta Cecropia glaziovii, igualmente endêmica. Estes dados ressaltam a importância do PEG como uma unidade de conservação. Estudar como os morcegos afetam a dispersão das plantas pode ser a chave para garantir a perpetuação delas, assim como os papéis ecológicos que desempenham.

Biografia do Autor

Lyniker Sales Pires, Uerj Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Bacharel em Ciências biológicas com ênfase em saúde pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pós-graduado em análises clínicas. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo Departamento de Farmacologia e Psicobiologia, UERJ (DFP), estudando a memória e aprendizado de ratos em um modelo de lesão de hipóxia-isquemia. Estagiou também no Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais - UERJ, onde estudou as interações entre morcegos e plantas no Parque Estadual do Grajaú, RJ. Participou do grupo Biocenas da UERJ - Núcleo de fotografia científica ambiental, onde contribuiu na pesquisa e criação de documentários. Atualmente faz parte do projeto de pesquisa que avalia polimorfismos genéticos e a resposta ao tratamento com Natalizumabe em pacientes com esclerose múltipla no DFP da UERJ.

Antonio Carlos de Freitas

Bacharel em Física (1983) e Licenciado em Física (1986) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Mestre em Biologia (Biociências Nucleares) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1991) e Doutor em Ciências (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997). Atualmente é Professor Associado do Departamento de Biofísica e Biometria do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, desenvolvendo atividades científicas e acadêmicas no Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais - LARAMG. Atua na área de Biofísica, trabalhando nas seguintes linhas de pesquisa: Radioecologia, Mudanças Globais, Biodiversidade e Fotografia Científica. Responsável pela criação no Núcleo de Fotografia Científica Ambiental - BioCenas no LARAMG, onde desenvolve trabalhos de pesquisa usando a fotografia como método científico e de divulgação.

Izar Araujo Aximoff

Doutor em Botânica, Mestrado Profissional em Ecologia Aplicada e também Mestrado em Botânica pelo Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro - JBRJ. Especialista em Gestão da Biodiversidade e Biólogo pela UFRJ. Possui experiência como gestor de unidades de conservação no Estado do Rio de Janeiro (Parque Estadual da Ilha Grande e Reserva Biológica da Praia do Sul). Já atuou também como: Coordenador do diagnóstico de fauna e flora para Planos de Manejo de áreas protegidas públicas e privadas, Coordenador Executivo de Projetos sobre espécies ameaçadas de fauna na Secretaria de Estado do Ambiente/RJ e de flora no JBRJ, Professor do Dept. Ciências Ambientais UFRRJ, Assessor Municipal na Secretaria de Meio Ambiente de Itatiaia, Autor e coautor de mais de 20 artigos publicados em revistas nacionais e internacionais sobre ecologia e ameaças a biodiversidade, autor de livro "Guias de Plantas do Planalto do Itatiaia" publicado em 2012, Biólogo do documentário internacional sobre a fauna do Parque Olímpico produzido pela BBC World News (04/08/2016), Biólogo foco da matéria "A vida secreta e intensa do Parque Nacional do Itatiaia" - Jornal O Globo (24/09/2016), Biólogo entrevistado na matéria "Chuva de venenos ameaça Parques Nacionais" - Jornal O Globo (03/09/2016), Biólogo entrevistado na matéria "Pesquisa indica que incêndio é o maior vilão do Parque Nacional do Itatiaia" - RJTV Rede Globo (19/09/2016). Já deu diversas entrevistas para programas de TV e rádio, além de já ter participado de programas como Globo Ecologia (Rede Globo) e Repórter Eco (TV Cultura), além do filme "Caminhos da Mantiqueira".

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Publicado

24-08-2026

Como Citar

Pires, L. S., Freitas, A. C. de, & Aximoff, I. A. (2026). Interações potenciais entre morcegos e plantas no Parque Estadual do Grajaú, Rio de Janeiro. Revista Sustinere, 14(1), 279–300. https://doi.org/10.12957/sustinere.2026.88027