POLÍTICA PERMANENTE?

REGIME DE TRABALHO NÃO EFETIVO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/riae.2026.97784

Resumo

O escopo da pesquisa diz respeito às práticas de contratações temporárias no campo educacional do Brasil a partir de 2014 - marco temporal escolhido em função das informações divulgadas pelo Censo Escolar. Objetivamos demonstrar os dados referentes ao tema em quatro dimensões: no País, no estado do Rio de Janeiro, em seus municípios mais populosos e nos Colégios de Aplicação. Cotejamos, assim, o que demonstram os números e a necessária crítica a tal política, que entendemos como desfavorável à qualificação da Educação pública. Para atingir essa finalidade, mobilizamos como recurso metodológico uma abordagem quanti-analítica, ancorada em bases oficiais e documentos institucionais, com vistas à construção de indicadores comparativos e à apreensão das ocorrências ao longo do período seccionado para o estudo. Como resultados, alcançamos uma análise que evidencia as incidências estruturais e localizadas dos contratos temporários e suas respectivas críticas e impactos. A principal interlocução teórica é com a legislação vigente; diálogo inevitável à medida que a prática de contratação temporária se demonstra conflitiva com pilares da Educação pública, sendo a mais emblemática a qualidade da Educação. Como considerações finais, elaboramos como encaminhamento possíveis dispositivos legais para acompanhamento das necessidades de absorção de professoras/es no sistema público.

Biografia do Autor

Beatriz Batistela Silva Rodrigues, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Pedagoga pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestranda do Programa de Pós-graduação em Educação da FFP/Uerj (Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro) na linha Políticas, Direitos e Desigualdades. Professora dos Anos Iniciais (2025) com foco em Matemática e Ciências da Natureza no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp/UFRJ). Durante a graduação, fui bolsista de iniciação científica, de extensão e voluntária estudando e pesquisando educação em espaços de privação de liberdade. Possuo experiência em movimentos sociais, como Escrevivendo a liberdade, Zona Oeste Ativa e Zona de Cinema, costurando educação, política e cultura. Estudei e pesquisei educação estética com o Grupo de Estudos Linguagem, Educação, Docência e Diversidade (GELEDD). Sou educadora das infâncias, possuindo experiência na abordagem Reggio Emilia. Fui educadora e coordenadora do núcleo de alfabetização e letramento do projeto Ler, Viver e Existir, atuando com adolescentes e jovens privados ou restritos de liberdade e egressos do Degase.

Maria Cecília Sousa de Castro, Universidade Federal Fluminense

Possui doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2023), mestrado em educação pelo mesmo programa (2011) e graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2008). Atualmente é professora da Universidade Federal Fluminense, atuando no Colégio Universitário Geraldo Reis. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Currículos e Cotidianos, atuando principalmente nos seguintes temas: cotidianos escolares, currículos, interseccionalidades e formação de professores.

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Publicado

21-08-2026

Como Citar

BATISTELA SILVA RODRIGUES, Beatriz; SOUSA DE CASTRO, Maria Cecília. POLÍTICA PERMANENTE? REGIME DE TRABALHO NÃO EFETIVO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA. Revista Interinstitucional Artes de Educar, [S. l.], v. 12, n. 1, p. 305–329, 2026. DOI: 10.12957/riae.2026.97784. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/riae/article/view/97784. Acesso em: 24 ago. 2026.