FUTUROS INTERRUMPIDOS: JÓVENES, ENSEÑANZA Y DERECHO A LA EDUCACIÓN EN DISPUTA. UNA PERSPECTIVA COMPARADA CRÍTICA ENTRE AMÉRICA LATINA Y EUROPA
DOI:
https://doi.org/10.12957/riae.2026.96715Resumo
Este artigo explora em profundidade as crises convergentes que interrompem sistematicamente os futuros educacionais dos jovens no Brasil e na América Latina, colocando-as em diálogo crítico com as metamorfoses e debates contemporâneos na Europa. Partindo da análise do "apagão educacional" brasileiro – um fenômeno concretamente documentado que sinaliza o colapso da vocação docente, caracterizado pelo abandono do ensino como profissão, pela precarização extrema do trabalho educativo e pela consequente deterioração das condições de aprendizagem – o artigo traça um quadro estrutural enraizado em décadas de transformações neoliberais. Através de casos reais, verificados e publicamente acessíveis, investigam-se os mecanismos materiais e simbólicos pelos quais as políticas de austeridade, as reformas gerenciais e um paradigma mercantil minaram o direito à educação, desvalorizaram o trabalho docente e criaram barreiras intransponíveis para a juventude, especialmente a negra, indígena, periférica e de baixa renda. A narrativa desloca-se então para a Europa, analisando casos específicos e concretos como o Reino Unido (crise crônica de recrutamento e retenção de professores), a França (desigualdades territoriais estruturais e desafios após os ataques ao laicismo), e a Suécia (consequências da marcada mercantilização do sistema escolar através do modelo de vouchers). A comparação crítica revela tanto divergências históricas profundas e de contexto socioeconômico, quanto inquietantes convergências nas lógicas de mercantilização, avaliação padronizada performativa e na erosão sistemática do status profissional dos professores. No entanto, o artigo não se limita à denúncia. Ele também documenta, em ambos os contextos, as formas de resistência coletiva, as práticas pedagógicas reinventadas pela base e as mobilizações juvenis que reafirmam a educação como bem comum e espaço de construção democrática. A argumentação conclusiva sustenta que a disputa sobre o direito à educação é uma batalha epistemológica e política pela própria ideia de futuro, e que sua defesa requer um reposicionamento radical da profissão docente e das vozes juvenis no centro do projeto educativo, superando o modelo de escola utilitarista para abraçar um de emancipação coletiva.
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