EDUCAÇÃO MIDIÁTICA COMO DIREITO DE TODOS NO COMBATE ÀS DESIGUALDADES SOCIAIS
DOI:
https://doi.org/10.12957/riae.2026.82469Resumo
O presente artigo tem como objetivo central aprofundar o debate acerca da cultura digital como um direito de todos, refletindo a partir das perspectivas teóricas dos estudos culturais, da mídia-educação, educação em direitos humanos e antirracista, que auxiliam e problematizam os desafios contemporâneos relacionados à emancipação do cidadão e sua formação no contexto atual. A partir de um estudo teórico realizado em uma disciplina de um programa de pós-graduação em Educação, traz-se algumas reflexões sobre a necessidade de uma educação em direitos humanos, com igualdades de oportunidades no mundo midiático e algumas pistas no que se refere à democracia. Aborda-se o mito da democracia racial, a qual está alicerçada na minimização ou na invizibilização da importância do racismo para as questões dos direitos humanos e da justiça social, ocasionando dificuldades e desafios para que mulheres e homens negros desfrutem dos princípios fundamentais da igualdade de direitos e oportunidades na sociedade brasileira. Diante desta realidade, compreende-se que a educação e as práticas de mídia educação podem servir de arena política para o fomento de tais discussões e mudanças do cenário atual. Sendo as mídias uma das responsáveis por mobilizar arranjos de produções coletivas, por mediar comunicações e instaurar ações, defende-se uma educação sobre as mídias em uma perspectiva crítica-reflexiva, metodológica-instrumental, produtiva-expressiva, de modo a contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com promoção da mudança que tanto se deseja para a sociedade.
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