Mapeando a atuação do Tribunal Penal Internacional

a sobrevitimização de mulheres vítimas de crimes de violência sexual em conflitos armados

Autores

Palavras-chave:

Sobrevitimização, Tribunal Penal Internacional, Violência sexual

Resumo

https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/90508

O artigo busca explorar a problemática da sobrevitimização de mulheres vítimas de crimes sexuais julgados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Observa-se que a violência sexual tem sido historicamente usada como arma de guerra para subjugar comunidades e as vítimas, notadamente mulheres, enfrentam dificuldades processuais, revitimização psicológica e falta de suporte adequado. O estudo evidencia que, apesar de o Estatuto de Roma (1998) ter tipificado crimes sexuais como crimes de guerra e contra a humanidade, a responsabilização criminal ainda é limitada. A pesquisa aponta, também, a limitação da participação das vítimas no TPI e a predominância de uma visão eurocêntrica na jurisprudência do tribunal que marginaliza as experiências das vítimas do Sul Global. O estudo propõe uma abordagem mais sensível ao gênero e à interseccionalidade, além da implementação efetiva dos princípios da Declaração da ONU sobre os direitos das vítimas. Conclui-se que o TPI precisa de reformas estruturais para garantir justiça efetiva às vítimas de violência sexual em conflitos armados.

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Biografia do Autor

Marina Ladeira, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Doutoranda e Mestra em Direitos Humanos pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC Minas. Bolsista CAPES. Advogada. Pesquisadora integrante do grupo de pesquisa Redes de Direitos Humanos (REDES-DH/CNPq/PUCMinas).

Flaviane de Magalhães Barros Bolzan de Morais, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997), mestrado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2000) e doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2003).Pós-doutorado (CAPES) junto a Universita degli studi di Roma Tre. Atualmente é professora adjunta da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, professora da Universidade Federal de Ouro Preto .Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Processual, atuando principalmente nos seguintes temas: processo penal, modelo constitucional de processo, estado democrático de direito, reformas do processo penal e direito processual.Pesquisador CNPq - Produtividade em Pesquisa PQ-2 - desde 2013. Participou da Coordenação de área da CAPES, como coordenadora adjunta de cursos profissionais (2018-2022). Ocupou a função de representante do Colégio de Humanidades - CAPES (2021/2022). Foi Pesquisadora visitante da Università degli studi di Firenze, junto ao Centro di ricerca interuniversitario su carcere, devianza, marginalità e governo delle migrazioni. Atualmente, foi Vice-Presidente da Comissão de Assessoramento do PNPG ( 2024- 2029) e Coordenadora da Área do Direito junto à CAPES ( 2022-2026) .

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Publicado

2026-03-11

Como Citar

Ladeira, M., & de Magalhães Barros Bolzan de Morais, F. (2026). Mapeando a atuação do Tribunal Penal Internacional: a sobrevitimização de mulheres vítimas de crimes de violência sexual em conflitos armados. Revista Direito E Práxis, 17(1). Recuperado de https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaceaju/article/view/90508

Edição

Seção

Artigos inéditos

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