TECNOLOGIA DIGITAL E EDUCAÇÃO BÁSICA: ENTRE O POTENCIAL EMANCIPATÓRIO E A REPRODUÇÃO DAS DESIGUALDADES
DOI:
https://doi.org/10.12957/rdciv.2026.94963Resumo
O estudo analisa, sob perspectiva dialética, as implicações sociais e educacionais da inserção das tecnologias digitais na educação básica pública brasileira. Partimos da hipótese de que, sob a lógica da plataformização e da financeirização, as Tecnologias Digitais (TDs) reorganizam a mediação pedagógica através do controle e performatividade, reproduzindo desigualdades de classe. A abordagem é quanti-qualitativa, com base na PNAD Contínua 2024 e na TIC Educação 2024, articulando indicadores de acesso domiciliar e escolar à internet, infraestrutura tecnológica, formação docente e usos pedagógicos. Os dados foram tratados por contrastes percentuais entre redes de ensino e interpretados como expressões empíricas de mediações sociais. Os resultados indicam que as condições materiais de acesso são desiguais, as mediações institucionais são atravessadas por tecnocentrismo e os usos escolares das TDs permanecem majoritariamente instrumentais. Concluímos que o potencial emancipatório da tecnologia é negado pelas relações de produção capitalista. Defendemos a universalização estatal da infraestrutura digital e a implementação de uma educação digital crítica, voltada à formação de sujeitos capazes de compreender e transformar as relações sociais mediadas pela tecnologia.
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