DE PRESCRIÇÕES A AGENCIAMENTOS COLABORATIVOS
o lugar da inovação educacional em relatórios da UNESCO
DOI:
https://doi.org/10.12957/periferia.2025.91562Palavras-chave:
UNESCO , Organismos multilaterais , Inovação Educacional , Gestão EducacionalResumo
Ao reconhecer a atuação da Organização das Nações Unidas para a Educação (UNESCO) no estabelecimento de agendas globais e sua repercussão no contexto educacional, o artigo tem como objetivo descrever como a noção de inovação é mobilizada em dois relatórios produzidos pela Organização em momentos historicamente distintos. Aborda as relações entre a produção discursiva de organismos multilaterais – em especial, da UNESCO –, e o campo da educação, para, então, tensionar os atravessamentos da ideia de inovação educacional na escola. A Análise Textual Discursiva (ATD) foi utilizada como referência metodológica para a leitura dos relatórios. O estudo revela continuidades importantes na forma como a ideia de inovação educacional é articulada. Em ambas as abordagens, destaca-se a ênfase na gestão e a defesa de uma concepção de inovação que implica transformações profundas nos níveis conceitual, institucional e estrutural. Ao mesmo tempo, observa-se um deslocamento de perspectiva: enquanto o relatório de 1980 adota um tom prescritivo, ancorado na dicotomia centro–periferia, o de 2022 aposta em agenciamentos colaborativos como caminho para a obtenção de resultados mais eficazes, em alinhamento ao ideário neoliberal.
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