O BANCO MUNDIAL E A FORMULAÇÃO DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO ESTADO DO ACRE
DOI:
https://doi.org/10.12957/periferia.2025.91553Palavras-chave:
Reformas Educacionais no Acre , Organismos Internacionais , Política Educacional , Sistema Público de EnsinoResumo
Este artigo analisa o papel do Banco Mundial na formulação de políticas educacionais no Acre, efetivadas no contexto das reformas do Estado durante os governos da Frente Popular (1999-2010). Trata-se de uma pesquisa de base qualitativa e análise documental, centrada no corpo de documentos produzidos nos acordos de cooperação celebrados entre o Governo do Estado do Acre e o Banco Mundial. Utiliza como ferramenta de análise a Abordagem do de Ciclo de Políticas, notadamente os contextos da influência e da produção de textos. Como resultado, a análise evidencia que as reformas foram concebidas na perspectiva de um Estado gerencialista, sob forte influência da Nova Gestão Pública. Conclui-se que, no caso das políticas de bonificação efetivadas no Acre, por exemplo, o gerencialismo funcionou como orientador na definição das políticas públicas educacionais, garantindo, assim, maior controle sobre a gestão e a organização do trabalho docente.
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