EDUCAÇÃO DO CAMPO E REEXISTÊNCIA NO SUL GLOBAL:
Agroecologia enraizada nos territórios
DOI:
https://doi.org/10.12957/periferia.2025.91310Palavras-chave:
Agroecologia, Educação Popular, MSTResumo
Marcada por desigualdades históricas e pelas imposições das políticas neoliberais e coloniais, a Educação do Campo afirma-se como projeto político-pedagógico contra-hegemônico, forjado nas lutas dos Movimentos Sociais do Sul Global e enraizado nas práticas de resistência e reexistência dos povos camponeses. Assim, o objetivo deste estudo é compreender como essa proposta educativa resiste às políticas neoliberais e coloniais e constrói práticas de reexistência baseadas na Agroecologia. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza teórico-analítica, fundamentada em revisão bibliográfica e documental realizada em bases como SciELO e Portal de Periódicos CAPES (2000–2025). O referencial teórico apoia-se em Altieri (2009), Brandão (1986; 2006), Caldart (2004; 2017), Caldart et al. (2012), Freire (1997), Leff (2006) e Walsh (2009), entre outros, que abordam a Educação do Campo, a Educação Popular e a Agroecologia como matrizes educativas. Conclui-se que, mesmo diante da captura empresarial e internacional das políticas educacionais, a Educação do Campo permanece como trincheira de resistência e criação de novos mundos possíveis o que pode ser expresso, por exemplo, na formação de agricultores e agricultoras capazes de desenvolver práticas sustentáveis, respeitando a biodiversidade e promovendo a soberania alimentar.
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