Pós-colonialismo e as relações de gênero e interseccionalidade no conto “Réplica” (2017), de Chimamanda Adichie
DOI :
https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.90200Mots-clés :
pós-colonialismo, literatura africana, mulher negra, interseccionalidade, resistência simbólica.Résumé
O presente artigo propõe uma análise do conto “Réplica”, da coletânea No seu pescoço (2017), de Chimamanda Ngozi Adichie, à luz dos estudos pós-coloniais, já amplamente consolidados nas ciências humanas, em diálogo com a crítica feminista e a teoria da interseccionalidade. Busca-se compreender como a experiência da protagonista, marcada por deslocamentos geográficos e subjetivos, é atravessada por estruturas de dominação que envolvem gênero, raça, classe e cultura, mas também por estratégias de resistência e ressignificação. A investigação considera a materialidade simbólica da narrativa, incluindo elementos como a metáfora da réplica e o uso das máscaras, cujos significados oscilam entre apagamento e ancestralidade. O referencial teórico fundamenta-se nos aportes de Said (2003), Spivak (1985), Hall (1997), Ashcroft (2001), Bonnici (2009), Davis (2016, 2017), Akotirene (2018) e Collins e Bilge (2021), buscando evidenciar como a literatura de Adichie tensiona discursos hegemônicos e oferece caminhos narrativos para a construção de subjetividades negras e femininas.
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Références
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