Tecendo a memória de uma infância negra: representações, identidade e resistência em Diário de Bitita

Authors

DOI:

https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.96513

Keywords:

escrevivência, memória, pós-abolição, infância negra, oralidade.

Abstract

Este artigo analisa o Diário de Bitita, de Carolina Maria de Jesus, como uma escrita de memória atravessada por crítica social. A pesquisa, de caráter qualitativo e bibliográfico, baseia-se na leitura do diário em diálogo com estudos sobre escrevivência, interseccionalidade e oralidade. A análise interpretativa relaciona a narrativa aos contextos histórico-sociais do Brasil pós-abolição. Identificam-se três dimensões centrais na obra: a contranarrativa histórica da infância negra, tensionando o mito da democracia racial; a construção estética que legitima a oralidade e o popular como forma literária; e a escrita de agência interseccional, a partir do lugar de fala de Bitita. Conclui-se que a obra constitui um arquivo fundamental da memória social brasileira e da escrita produzida nas margens.

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Author Biographies

Maria Heloisa Gregorio, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Historiadora formada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e mestranda em Educação pela mesma instituição, na linha Educação, Cultura e Diversidade. Pesquisa relações étnico-raciais, infância negra e processos identitários em territórios quilombolas. Atualmente desenvolve a pesquisa Quem me ensina quem eu sou? Identidade infantil negra na comunidade quilombola Mussuca-SE.

Gabriel Augusto Gomes da Silva, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Mestrando em Educação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), bolsista CAPES. Licenciado em Letras – Língua Portuguesa e em Pedagogia, com especializações em Leitura e Produção de Texto, Alfabetização e Letramento, Literatura Brasileira e Educação Especial e Inclusiva. Atuou como professor da rede municipal de Aquidabã (SE) e foi residente bolsista do Programa de Residência Pedagógica (CAPES/UFS).

Maikel Pons Giralt, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Professor e Pesquisador cubano, residente no Brasil, com atuação nas áreas de educação das relações étnico-raciais, educação popular, abordagens decoloniais e pluriversais, educação intercultural, transiciones justas no Sul Global. É Doutor em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2021). Realizou estágio de Pós-Doutorado no tema de educação antirracista na Universidade de São Paulo (2022-2023). Mestre em Ciências da Educação Superior, Universidade de Camagüey, Cuba (2017). Atualmente, é Professor Visitante Adjunto vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe.

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Published

2026-05-27

How to Cite

GREGORIO, Maria Heloisa; GOMES DA SILVA, Gabriel Augusto; GIRALT, Maikel Pons. Tecendo a memória de uma infância negra: representações, identidade e resistência em Diário de Bitita. Palimpsesto - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, Rio de Janeiro, v. 25, n. 51, p. 187–205, 2026. DOI: 10.12957/palimpsesto.2026.96513. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/palimpsesto/article/view/96513. Acesso em: 13 jun. 2026.

Issue

Section

Dossiê (Estudos de Literatura)