O uso modela a gramática: a frequência das construções com SE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.98887

Palavras-chave:

uso linguístico, Gramática de Construções, construções com SE, frequência de type, frequência de token.

Resumo

O objetivo do trabalho é explorar a hipótese de que o uso linguístico modela a gramática. Apresentamos como evidência o caso das construções com SE, cuja rede gramatical proposta em Godoy e Pinheiro (2023) pode ter sido moldada pelo uso. O estudo é feito com a observação da frequência de type e token. As construções com SE são seis e se organizam em três domínios (reflexivo-recíproco, médio e impessoal). Enquanto as construções reflexivas têm baixa frequência de type e token, as construções médias têm alta frequência de type (cx. dinâmica) e de token (cx. cognitiva e incoativa). Cada constatação sobre frequência recebe uma interpretação em termos gramaticais. Baixa frequência de type e token indica pouco uso e maior composicionalidade e transitividade. Alta frequência de type indica estabilidade, produtividade e menor composicionalidade. Alta frequência de token indica chunking de sequências específicas de palavras, lexicalização e baixa composicionalidade.

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Biografia do Autor

Luisa Godoy, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

Professora Associada do Curso de Letras da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades da UFVJM.

Diogo Pinheiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Professor Associado do Programa de Pós-Graduação em Linguística e do Departamento de Linguística e Filologia da UFRJ.

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Publicado

2026-09-21

Como Citar

GODOY, Luisa; PINHEIRO, Diogo. O uso modela a gramática: a frequência das construções com SE. Palimpsesto - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, Rio de Janeiro, v. 25, n. 52, p. 321–342, 2026. DOI: 10.12957/palimpsesto.2026.98887. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/palimpsesto/article/view/98887. Acesso em: 21 set. 2026.