O uso modela a gramática: a frequência das construções com SE
DOI:
https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2026.98887Palavras-chave:
uso linguístico, Gramática de Construções, construções com SE, frequência de type, frequência de token.Resumo
O objetivo do trabalho é explorar a hipótese de que o uso linguístico modela a gramática. Apresentamos como evidência o caso das construções com SE, cuja rede gramatical proposta em Godoy e Pinheiro (2023) pode ter sido moldada pelo uso. O estudo é feito com a observação da frequência de type e token. As construções com SE são seis e se organizam em três domínios (reflexivo-recíproco, médio e impessoal). Enquanto as construções reflexivas têm baixa frequência de type e token, as construções médias têm alta frequência de type (cx. dinâmica) e de token (cx. cognitiva e incoativa). Cada constatação sobre frequência recebe uma interpretação em termos gramaticais. Baixa frequência de type e token indica pouco uso e maior composicionalidade e transitividade. Alta frequência de type indica estabilidade, produtividade e menor composicionalidade. Alta frequência de token indica chunking de sequências específicas de palavras, lexicalização e baixa composicionalidade.
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