Cacos do Cotidiano
Geografia dos Afetos em Tempos de Pandemia
DOI:
https://doi.org/10.12957/hne.2026.98012Resumo
O trabalho analisa experiências escolares durante a pandemia da COVID-19 a partir da minha vivência como professor e coordenador pedagógico. Descrevo desafios do ensino remoto e como a crise sanitária ampliou desigualdades sociais, educacionais e afetivas. Adoto uma abordagem autobiográfica e cartográfica, ancorada na Geografia dos Afetos, para interpretar as narrativas estudantis. A análise valoriza a escuta como método pedagógico e político, construindo sentidos a partir dos fragmentos cotidianos. As narrativas revelam o abismo entre a promessa das plataformas digitais e a realidade dos estudantes, sobretudo negros e periféricos, marcados por fome, precarização, sobrecarga emocional, luto e abandono. Mostram também o deslocamento da escola para o lar e a solidão docente diante das telas. Defendo a reinvenção da escola a partir de escalas locais, da escuta afetiva e da valorização das múltiplas existências, reconhecendo a Geografia dos Afetos como ferramenta essencial para compreender vínculos entre corpo, espaço e emoção.
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