GEOGRAFIAS DAS EMERGÊNCIAS E OS CORPOS NEGROS (DES)EDUCADOS:
UM ESTUDO SOBRE TENSÃO REGULAÇÃO-EMANCIPAÇÃO, IDENTIDADES NEGRAS E ESPAÇO NO INSTITUTO DE APLICAÇÃO DA UERJ
DOI:
https://doi.org/10.12957/hne.2026.95090Palavras-chave:
Antirracismo; Espacialidades Escolares; Coletividades Negras; Geografias Negras.Resumo
A UERJ ocupa lugar de destaque no que tange à implementação de políticas públicas afirmativas de corte racial, mesmo que no CAp-UERJ esta forma de ingresso só tenha sido alterada muitos anos depois. Ao considerarmos esse descompasso, refletimos as particularidades de uma escola socialmente afirmada como instituição de excelência e questionamos as repercussões dessa posição sobre a corporeidade dos estudantes negros que tiveram a experiência escolar singrada por políticas institucionais de reparação histórica e de valorização das existências negras. Nesse sentido, objetivamos compreender de que forma o espaço existencial de um coletivo estudantil negro, o CApretos, contribui para identificação, resistência e permanência de corpos marginalizados na educação básica. Para isso, recorremos aos relatos de racismo trazidos por duas lideranças estudantis lidos e sistematizados a partir de episódios (Kilomba, 2019). Vislumbramos, por fim, a potencialidade de fissuras em um espaço embranquecido a partir da prática coletiva negra.
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