Pavor e agonia em Pernambuco
ação guerrilheira internacional, imprensa e acordos governamentais (Brasil- Portugal, 1961-1970)
DOI :
https://doi.org/10.12957/revmar.2026.87937Mots-clés :
Governo Jânio Quadros, Ditaduras Ibéricas, Navio Santa Maria, Imprensa PernambucanaRésumé
A pesquisa investiga as ações oposicionistas ao salazarismo português no território brasileiro, entre 1961-1970, com o intuito de problematizar o conceito de loucura aplicado a um evento político. Especificamente, busca compreender o sequestro do navio “Santa Maria” e seus desdobramentos, ocorrido em 22 de janeiro de 1961, sob o comando da Direção Revolucionária Ibérica de Libertação. Parte-se, assim, da identificação das ações executadas pelos comandantes da “operação militar” para analisar as dimensões afetivas e simbólicas da efeméride. A abordagem fundamenta-se em recursos teórico-metodológicos definidos pela História Política, concentrando-se nas implicações das relações entre política e emoções, a fim de compreender as trajetórias políticas de seus principais protagonistas, sobretudo durante os conflitos e negociações com as autoridades portuguesas, brasileiras e norte- americanas, no episódio que culminou no fim do sequestro do transatlântico “Santa Maria”, classificado como embarcação de luxo e ostentação, durante o governo de António de Oliveira Salazar (Presidente do Conselho de Ministros). Utiliza-se como fonte principal a grande imprensa, centrando-se na análise dos periódicos Diário de Pernambuco e O Estado de S. Paulo, além de documentos históricos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo. A investigação amplia o conhecimento sobre o cenário político brasileiro logo após a posse do presidente Jânio Quadros, marcado por negociações voltadas ao encerramento dessa ação antifascista, que mobilizou a diplomacia e as forças militares de diversos países. Busca, ainda, compreender o contexto histórico associado às emoções das experiências humanas inscritas nos discursos jornalísticos e literários.
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