Mulheres, trabalho e a indústria doceira

A contribuição das doceiras populares para a economia de Pesqueira – PE e sua apropriação pelo empresariado local (1890 – 1926)

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.12957/revmar.2026.96630

Mots-clés :

Pesqueira, PE, saberes populares, tradição doceira

Résumé

O artigo analisa a atuação das doceiras populares do município de Pesqueira, Pernambuco, entre 1890 e 1926, destacando a sua contribuição para a formação da economia regional baseada na produção doméstica de goiabadas, bem como os processos de apropriação desse conhecimento pelo empresariado local. O estudo tem como linha central a trajetória de Deolinda Maria de Jesus e suas três filhas: Maria Leopoldina dos Santos Frexeiras, Dina Maria da Conceição e Maria Emília da Anunciação, apontadas como precursoras da indústria doceira do município. Fundamentado na análise interseccional entre gênero, raça e classe proposta por Ângela Davis e do aporte teórico de Fredrik Barth sobre modelos generativos, o artigo considera que as doceiras enfrentaram uma série de dificuldades impostas por sua condição de serem mulheres, mestiças e pobres, nascidas sob a ordem imperial e atuantes nas primeiras décadas da República, para se inserirem no mercado da produção doceira. A pesquisa tem como base o cruzamento de fontes diversas, como jornais, registros da Junta Comercial do Recife e registros civis contidos na base de dados do FamilySearch[1] que permite demonstrar o protagonismo feminino na criação da indústria de doces da região, bem como os processos de exclusão dessas mulheres das narrativas historiográficas sobre a produção doceira em Pernambuco.

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Références

Fontes

Fontes Impressas

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Publiée

2026-08-31

Comment citer

JACINTO DA SILVA, Gezenildo. Mulheres, trabalho e a indústria doceira: A contribuição das doceiras populares para a economia de Pesqueira – PE e sua apropriação pelo empresariado local (1890 – 1926). Revista Maracanan, Rio de Janeiro, Brasil, n. 42, p. 01–29, 2026. DOI: 10.12957/revmar.2026.96630. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/maracanan/article/view/96630. Acesso em: 31 août. 2026.