60 anos do golpe de 1964 | Entrevista com Fernando Perlatto Bom Jardim
DOI :
https://doi.org/10.12957/revmar.2024.88923Mots-clés :
Entrevista, Fernando Perlatto Bom Jardim, Ditadura Civil-Militar BrasileiraRésumé
Fernando Petlatto Bom Jardim, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora, discute a importância de reavaliar o golpe de 1964 e o período da ditadura no Brasil. Ele destaca um crescimento nas pesquisas sobre o assunto, impulsionado pela instalação da Comissão Nacional da Verdade em 2012 e o fortalecimento de grupos de extrema-direita. Petlatto identifica seis "giros interpretativos" nas pesquisas atuais: 1) um "giro temporal" que contextualiza 1964 em uma longa história de autoritarismo no Brasil; 2) um "giro cronológico" que questiona marcos da ditadura; 3) um "giro civil" que examina a participação da sociedade civil no golpe; 4) um "giro cotidiano" que investiga a experiência das pessoas comuns sob a ditadura; 5) o "giro das resistências," que valoriza as lutas além da resistência armada; e 6) o "giro geográfico," que descentra o estudo do período em relação aos grandes centros urbanos. Sobre a Justiça de Transição, Petlatto critica sua implementação limitada e a necessidade de um "paradigma da presença" que reconheça os avanços, apesar das restrições impostas pela Lei da Anistia. Ele observa continuidades autoritárias na sociedade brasileira, enfatizando a importância da vigilância e do fortalecimento das políticas de memória e justiça para evitar retrocessos democráticos.
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Références
PERLATTO, Fernando. As disputas do passado na esfera pública: ditadura, democracia e tempo presente. Juiz de Fora, MG: Ed. UFJF, 2023.
PERLATTO, Fernando. Múltiplos olhares sobre as comissões da verdade no Brasil: disputas e perspectivas. Rio de Janeiro: Autografia, 2023.
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© Fernando Perlatto Bom Jardim 2024

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