Ecos de uma memória antiantifascista
A direita radical e a foibe na Itália
Mots-clés :
Foibe, Extrema Direita, Memória, AntiantifascismoRésumé
Este artigo propõe analisar os usos políticos da memória da foibe por parte da direita radical italiana nas últimas três décadas. Para tanto, buscarei analisar como a mobilização da memória dos massacres sofridos por italianos nas montanhas de Trieste durante a Segunda Guerra Mundial (foibe) tem servido para relativizar o Holocausto e isentar o fascismo de qualquer responsabilidade por crimes de guerra cometidos nos Bálcãs. A partir do estudo dos silêncios da memória da foibe na Itália, bem como da crise do paradigma antifascista nos anos 1990, pretende-se compreender como as narrativas em torno dos massacres sofridos por italianos na Segunda Guerra estruturaram as estratégias de normalização da direita radical no país. Ao mesmo tempo, o artigo problematiza os contantes apelos das direitas italianas por uma “reconciliação nacional” a partir do ponto de vista do chamado “antiantifascismo”, que iguala a violência fascista e antifascista e celebra resistentes e os chamados “ragazzi di Salò” como heróis da nação italiana.
Téléchargements
Références
ANSA. Giorno del Ricordo: Salvini: 'I bimbi di Auschwitz e quelli delle foibe sono uguali'. Ansa, Trieste, 10 fev. 2019.
BALLINGER, Pamela. History in Exile. Memory and Identity at the Borders of the Balkans. Princeton; Oxford: Princeton University Press, 2003.
BARACETTI, Gaia. Foibe: Nationalism, Revenge and Ideology in Venezia Giulia and Istria, 1943-5. Journal of Contemporary History, v. 44, n. 4, p. 657-675, 2009.
BERTONHA, João Fábio. Os Italianos. São Paulo: Contexto, 2024.
CAPOGRECO, Carlo Spartaco. Una storia rimossa Dell’Italia Fascista. L’internamento dei civili Jugoslavi (1941-1943). Studi Storici, v. 42, n. 1, p. 203-230, 2001.
COLUMMI, Cristiana; MICCOLI, Giovanni; BRONDANI, Annamaria. Storia di un esodo. Istria 1945-1956. Trieste: Istituto regionale per la storia del Movimento di liberazione nel Friuli-Venezia Giulia, 1980.
DE FELICE, Renzo. Mussolini il Duce, I, Gli anni del consenso. 1929-1936. Turim: Einaudi, 1974.
DE FELICE, Renzo. Rosso e Nero. Milano: Baldini & Castoldi, 1995.
FOCARDI, Filippo. La guerra della memoria. La Resistenza nel dibattito politico italiano dal 1945 a oggi. Bari: Laterza, 2005.
FOCARDI, Filippo. Italy as occupier in the Balkans: Remembrance and war crimes after 1945. In: ECHTERNKAMP, Jörg; MARTENS, Stefan (Eds.) Experience and Memory. The Second World War. New York; Oxford: Berghahn Books, 2010.
FOCARDI, Filippo. Il cattivo tedesco e il bravo italiano. La rimozione delle colpe nella Seconda guerra mondiale. Roma: Laterza, 2013.
FRANCHI, Paolo. Fini: il mio 25 aprile? Antitotalitario. Corriere della Sera, 23 abr. 1994.
FRANZINETTI, Guido. La riscoperta delle foibe. In: PIRJEVEC, Jože Foibe. Una storia d’Italia. Torino: Einaudi, 2009.
GALLI DELLA LOGGIA, Ernesto. La morte della patria. Bari: Laterza, 1996.
GENTILE, Emilio. Fascismo. Storia e Interpretazione. Roma: Laterza, 2002.
GOBETTI, Eric. E allora le foibe? Fact checking: La storia alla prova dei fatti. Roma; Bari: Laterza, 2019.
HAMETZ, Maura. Making Trieste Italian, 1918-1954. Woodbridge: Boydell Press, 2005.
IGNAZI, Piero. Postfascisti? Dal Movimento sociale italiano ad Alleanza Nazionale. Bolonha: Il mulino, 1994.
IRSREC FVG, Vademecum per il Giorno del Ricordo, Istituto regionale per la storia della Resistenza e dell’Età contemporanea nel Friuli-Venezia Giulia, 2019. Disponível em: https://www.irsrecfvg.eu/news/notizia/30/vademecum-per-il-giorno-del-ricordo Acesso em: 25 out. 2024.
JUDT, Tony. The Past Is Another Country: Myth and Memory in Postwar Europe. Theoria: A Journal of Social and Political Theory, n. 87, p. 36-69, 1996.
KERSHAW, Ian. Dez decisões que mudaram o mundo (1940-1941). São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
MCCONNELL, Elysa. International Disputes in the Italian-Yugoslavian Borderlands. Les Cahiers Sirice, v. 1, n. 22, p. 117-134, 2019.
MELONI, Giorgia. Io Sono Giorgia: le mie radici, le mie idee. Bolonha: Rizzoli, 2021.
MILETTO, Enrico (Ed.). Senza più tornare. L'esodo istriano, fiumano, dalmata e gli esodi nell'Europa del Novecento. Torino: SEB, 2012.
NEUMAYER, Laure. The criminalisation of communism in the European political space after the Cold War. London; New York: Routledge, 2019.
PAVONE, Claudio. Una guerra civile. Saggio storico sulla moralità della Resistenza. Turim: Bollati Boringhieri, 1991.
PIRJEVEC, Jože. Foibe. Una storia d’Italia. Torino: Einaudi, 2009.
OLIVA, Gianni. Foibe: Le stragi negate degli italiani della Venezia Giulia e dell’Istria. Milão: Mondadori, 2014.
PUPO, Raoul; SPAZZALI, Roberto. Foibe. Milano: Bruno Mondadori, 2003.
PUPO, Raoul. Il lungo esodo. Istria; Milano: Le persecuzioni, le foibe, l'esilio; Rizzoli, 2005.
SANTOMASSIMO, Gianpasquale. Il consenso. In: DE GRAZIA, Victoria; LUZZATTO, Sergio (Org.). Dizionario del fascismo. Vol. 2. Turim: Einaudi, 2002.
SCOTTI, Giacomo. Dossier Foibe. Manni: Roma, 2022.
STATERA, Alberto. Il migliore resta Mussolini. La Stampa, 1 abr. 1994.
STORCHI, Massimo. Combattere si può vincere bisogna. La scelta della violenza fra Resistenza e dopoguerra (Reggio Emilia 1943-1946). Marsilio: Veneza, 1998.
SIERP, Aline; ORTIZ CABRERO, Lorena. Acting at the margins: Italian mnemonic activism in the European Parliament. Politique Européenne, v. 71, n. 1, p. 110-141, 2021.
TRAVERSO, Enzo. As Novas Faces do Fascismo. Populismo e a Extrema Direita. Belo Horizonte: Âyiné, 2021.
VALLERIN, Mattia. La memoria delle foibe e dell’esodo giuliano-dalmata. Le rivendicazioni della destra italiana e il dibattito nelle istituzioni europee. Italia Contemporanea, v. 288, p. 99-114, 2018.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© Mathews Nunes Mathias 2025

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista Maracanan o direito de publicação, sob uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, a qual permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.
Os dados e conceitos abordados são da exclusiva responsabilidade do autor.
A Revista Maracanan está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


