Os vestígios ministeriais deixados pelo funcionário público Machado de Assis e seus colegas entre 1873 e 1889
Palavras-chave:
Machado de Assis, Questão Fundiária Imperial, Diretoria da AgriculturaResumo
Trata-se de refletir sobre as formas pelas quais as decisões da segunda seção da Diretoria da Agricultura do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas eram tomadas. Isto nos remete aos condicionamentos existentes para a autoria dos pareceres de processos analisados pelos funcionários desta repartição. Utilizando processos relacionados com a questão agrária oitocentista e que tramitaram no ministério entre 1873 e 1889, buscamos apresentar um pouco de como tais propostas de decisão eram escritas. Esta proposta nasce de uma pesquisa sobre os posicionamentos do escritor Machado de Assis com relação à questão agrária oitocentista, existentes nos vestígios ministeriais. No decorrer da execução deste objetivo, encontramos desafios colocados pela opacidade das fontes.
Downloads
Referências
ALONSO, Ângela. Flores, Votos e Balas: O movimento abolicionista brasileiro (1868-88). São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas linguísticas: o que falar quer dizer. São Paulo: EdUSP, 2008.
BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Lisboa: Difel, 1989.
BOURDIEU, Pierre. Sobre o Estado. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
CARVALHO, José Murilo. A construção da ordem: A elite política imperial & Teatro das sombras. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2003.
CHALHOUB, Sidney. Machado de Assis Historiador. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
CHRISTILLINO, Cristiano Luís. Sob a pena presidencial: a Lei de Terras de 1850 no Rio Grande do Sul e a negociação política. Tempo, Niteroi (RJ), v. 16, p. 223-245, 2012.
DOLHNIKOFF, Miriam. História do Brasil Império. São Paulo: Contexto, 2017.
DOUGLAS, Mary. Como as Instituições pensam. São Paulo: Ed. USP, 1998.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: Nascimento da prisão. Petrópolis, RJ: Vozes, 1987.
GABLER, Louise. A Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e a modernização do Império (1860-1891). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2012.
GOFFMAN, Erving. A representação do Eu na vida cotidiana. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
GRAMSCI, Antônio. Cadernos do cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
GRAMSCI, Antônio. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
HART, H. L. A. O conceito de direito. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001.
LEVI, Giovanni. A herança imaterial: trajetória de um exorcista no Piemonte do século XVII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
MACHADO, Paulo Pinheiro; DAROSSI, Flávia Paula. A política de acesso à terra no Brasil Imperial e a compra de terras devolutas no planalto da província de Santa Catarina. Clio: Revista de Pesquisa Histórica do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco, Recife, v. 34, n. 2, 2016.
MOTTA, Márcia M. Direito à terra no Brasil: A gestação do conflito (1795-1824). São Paulo: Alameda, 2009.
MOTTA, Márcia M. Feliciana e a botica. Transmissão de patrimônio e legitimidade do direito à terra na região de Maricá (segunda metade do século XIX) In: LARA, Silvia H; MENDONÇA, Joceli (Org.). Direitos e Justiças no Brasil. Campinas, SP: Ed. Unicamp, 2006.
MOTTA, Márcia M. Nas fronteiras do Poder. Conflitos e direito a terra no Brasil do século XIX. Rio de Janeiro: Vicio de leitura, 1998.
NEVES, Erivaldo Fagundes. Poder local oligárquico: Alto Sertão da Bahia. Sitientibus, Feira de Santana (BA), n. 15, p. 321-340, 1996.
PAES, Mariana A. Dias. Escravos e terras entre posses e títulos: a construção social do direito de propriedade no Brasil (1835-1889). 2018. Tese (Doutorado em História) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018.
QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. O Mandonismo local na vida política brasileira e outros ensaios. São Paulo: Alfa-Ômega, 1976.
RODRIGUES, Pedro Parga. A Diretoria da Agricultura sob a chefia de Machado Assis: Os processos de solicitação de compra de propriedade no Amazonas (1887-1889). Revista Maracanan, Rio de Janeiro, n. 23, p. 83-103, 2020.
RODRIGUES, Pedro Parga. A Diretoria da Agricultura, a “crise desoladora” da Seca na Bahia e a disputa pelo direito de uso das vertentes de água na Serra da Pedra Branca (1888-1890). Revista de História, Salvador, v. 9, p. 1-14, 2021.
RODRIGUES, Pedro Parga. As frações da classe senhorial e a Lei Hipotecária de 1864. Niterói, RJ: EdUFF, 2016.
SALLES, Ricardo. O Império do Brasil no contexto do século XIX. Escravidão nacional, classe senhorial e intelectuais na formação do Estado. Almanack, Guarulhos (SP), n. 4, nov. 2012.
SILVA, Ligia Osório. Terras devolutas e latifúndio. Campinas, SP: Ed. Unicamp, 2008.
SILVA, Marcio Antônio Both da. Lei de Terras de 1850: lições sobre os efeitos e os resultados de não se condenar “uma quinta parte da atual população agrícola”. Revista Brasileira de História, São Paulo, 2015.
SILVA, Márcio Antônio Both. O “índio” sob o olhar do Império: política indigenista, modernização e conflito no Brasil do século XIX (1860-1889). HAAL, v. 1, n. 1, abr. 2020.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Pedro Parga Rodrigues

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista Maracanan o direito de publicação, sob uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, a qual permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.
Os dados e conceitos abordados são da exclusiva responsabilidade do autor.
A Revista Maracanan está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


