La Commune da cooperativa Cinema do Povo
DOI :
https://doi.org/10.12957/revmar.2025.83436Mots-clés :
Cinema do Povo, Cinema Militante, ComunaRésumé
O ponto de virada na consciência dos militantes sobre a importância de dominar o cinema teve como episódio pioneiro a criação da cooperativa francesa Cinema do Povo, em outubro de 1913. Este artigo se concentra na análise do último filme produzido pela cooperativa, em março de 1914, intitulado La Commune. O Cinema do Povo produziu, em menos de um ano, um total de seis filmes, dos quais três foram encontrados e restaurados pela Cinémathèque Française na década de noventa. O objetivo deste trabalho é investigar como o Cinema do Povo se debruçou sobre o repertório de representações artísticas disponíveis para o movimento operário durante os anos pré-Primeira Guerra Mundial. Este empenho da cooperativa visou, como sugerem as fontes, estabelecer um modo cinematográfico próprio de representação na produção do primeiro filme a tratar dos acontecimentos e do massacre da Comuna de Paris de 1871.
Téléchargements
Références
ABEL, Richard. The Ciné Goes to Town: French Cinema, 1896-1914. Updated and Expanded Edition. Berkeley: University of California Press, 1998.
AGULHON, M. Un usage de la femme au XIXe siècle: l’allégorie de la République. Mythes et représentation de la femmeau. Romantisme, Paris, n. 13-14, p. 143-152, 1976. DOI : https://doi.org/10.3406/roman.1976.5059.
ALMBERG, Nina. Les Cameras du Peuple. Cinéma et mouvement ouvrier à la Belle Epoque. 2010-2011. Mémoire (Master de Recherche en Histoire) – Institut d’Études Politiques de Paris, Ecole Doctorale, Sciences Po, 2010-2011.
BOUCHARD, Anne-Marie. “Mission sainte”. Rhétorique de l’invention de l’art social et pratiques artistiques dans la presse anarchiste de la fin du XIXe siècle. Études littéraires, v. 40, n. 3, p. 101-114, 2009. DOI: https://doi.org/10.7202/039247ar.
BURCH, Noël. La lucarne de l’infini – Naissance du langage cinématographique. Paris: L’Harmattan, 2007.
CAPELATO, Maria Helena et al. História e Cinema. São Paulo: Alameda, 2007.
CHENUT, H. Anti-feminist caricature in France: politics, satire and public opinion, 1890–1914. Modern & Contemporary France, London, v. 20, n. 4, 2012. DOI: https://doi.org/10.1080/09639489.2012.720433.
COSTA, F. C. Primeiro Cinema. In: MASCARELLO, Fernando (Org.). História do Cinema Mundial. Campinas, SP: Papirus, 2006.
DARDEL, Aline. Catalogue des dessins et publications illustrées du Journal Anarchiste ‘’Les Temps Nouveaux’’ 1895-1914. 1980. Thèse (Doctorat de troisième cycle en Histoire de l’Art) – Université de Paris IV, 1980.
FIAUX, Louis. Histoire de la Guerre civile de 1871. Paris: Charpentier, 1879.
FOURNIER, Eric. La Commune de 1871 : un sphinx face à ses images. Sociétés & Représentations, v. 2, n. 46, p. 245-257, 2018. DOI: https://doi.org/10.3917/sr.046.0245.
GUERRA, Armand. Algo sobre la cooperativa UCCE. Popular Film. CNT, 28 mar. 1935. Disponível em: http://archivo.cnt.es/Documentos/cineyanarquismo/armand_guerra.htm. Acesso em: 28 jan. 2021.
LISSAGARAY, Prosper Olivier (1838-1901). Auteur du texte. Histoire de la commune de 1871. Paris: Librarie Dentu, 1896.
LUCE Maximilien. Le Maitron. Dictionnaire Biographique, 11 fév. 2009. Disponível em: https://maitron.fr/spip.php?article24489. Acesso em: 10 abr. 2024.
MENOTTI, Gabriel. Arquitetura da Espectação: A construção histórica da Situação Cinema nos espaços de exibição cinematográfica. Ciberlegenda, Niterói (RJ), ano 9, n. 18, jul. 2007.
MESALIRA, M. F. M. Músicos e orquestras do primeiro cinema em greve: de Chicago ao Rio de Janeiro (1903-1914). Esboços: Histórias Em Contextos Globais, v. 28, n. 47, p. 17–37. 2021. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7976.2021.e74792.
MEUSY, J-J. Paris-Palaces ou le temps des cinémas (1894-1918). Paris: CNRS, 2002.
MUNDIM, Luiz F. C. O público organizado para a luta: o Cinema do Povo na França e a resistência do movimento operário ao cinema comercial (1895-1914). 2016. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Université Paris 1 Sorbonne, Porto Alegre; Paris, 2016.
MUNDIM, L. F. C. As misérias da agulha do Cinema do Povo: um filme feminista no primeiro cinema. Significação: Revista de Cultura Audiovisual, v. 46, n. 52, 2019. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.2019.147866.
PERRON, Tangui. Le cinéma militant – Les origines du cinéma militant (ou le cinéma militant et la mort). In: KERMABON, Jacques; ERVARD, Jacky (Org.). Une Encyclopédie du Court Métrage Français. [S. l.] : Crisnée: Édition Yellow Now et Festival Côté Court, 2003. Disponível em: http://www.peripherie.asso.fr/mouvement-ouvrier-et-cinema/le-cinema-militant. Acesso em: 15 abr. 2021.
PERRON, Tangui. Vie, mort et renouveau du cinéma politique. L’Homme et la Société, n. 127-128, p. 7-14, 1998.
PERRON, Tangui. Histoire, cinéma, CGT et un peu de banlieue. In: GIRAULT, Jacques. Ouvriers en banlieue. Paris: L’Atelier, 1998.
PERRON, Tangui. Le contrepoison est entre vos mains, camarades’ – C.G.T. et cinéma au début du siècle. Le Mouvement Sociale, L’atelier, Paris, n. 172, p. 21-36, juil.-sept. 1995.
PESSIN, Alain. La rêverie anarchiste. 1848-1914. Lyon: Atelier de Création Libertaire, 1999.
PIGENET, Michel; ROBERT, Jean Louis. Travailleurs, syndiqués et syndicats dans les dessins de La Voix du Peuple (1900-1914). Sociétés & Représentations, v. 2, n. 10, p. 309-322, 2000. DOI: https://doi.org/10.3917/sr.010.0309.
PROST, A. Si nous vivions em 1913. Paris: Grasset, 2014.
RIOT-SARCEY, M. Les femmes et la gauche en France : entre discours émancipateurs et pratiques de domination. In: BECKER, J-J. et al. Histoire des gauches en France. Paris: La Découverte, 2005.
TILLIER, Bertrand. La Commune de Paris, révolution sans images : politique et représentations dans la France républicaine (1871-1914). Ceyzérieu: Champ Vallon, 2004.
XAVIER, Ismail. Sétima Arte: um Culto Moderno. o Idealismo Estético e o Cinema. São Paulo: Perspectiva, 1978.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© Luiz Felipe Cezar Mundim 2025

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista Maracanan o direito de publicação, sob uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, a qual permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.
Os dados e conceitos abordados são da exclusiva responsabilidade do autor.
A Revista Maracanan está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


