Da casa ao seringal

Trajetória de mulheres ribeirinhas do Marajó das Florestas durante o segundo ciclo da borracha (1942–1945)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.12957/revmar.2026.96664

Palabras clave:

Mulheres marajoaras, Trabalho no Seringal, Saberes tradicionais, Trajetória de vida

Resumen

Esta investigação se ocupa da história e trajetória de quatro mulheres ribeirinhas que habitaram e trabalharam no seringal do rio Mapuá, em Breves, arquipélago de Marajó-PA, durante o segundo Ciclo da Borracha (1942-1945). Parte dos seguintes questionamentos: Como era a vida das mulheres nos seringais do Mapuá no decorrer do segundo Ciclo da Borracha? Que desafios enfrentavam? Como lidavam com a maternidade, o trabalho no seringal e a relação de gênero? Tem-se por objetivo geral conhecer a trajetória de vida e trabalho de quatro mulheres que habitaram e trabalharam nos seringais do Mapuá durante o segundo Ciclo da Borracha. De modo específico, procuramos identificar os desafios enfrentados e as estratégias forjadas por tais mulheres para lidarem com a maternidade, o seringal, o trabalho doméstico e a desigualdade de gênero na floresta amazônica. Sob a perspectiva da metodologia da História Oral Temática, coletamos narrativas orais das interlocutoras, ex-seringueiras por meio de entrevistas semiestruturadas. Estes dados, analisados e interpretados à luz da base teórica, revelaram que no seringal as mulheres foram expostas a uma tripla jornada de trabalho (casa, roça e seringal) aos moldes de um trabalho análogo à escravidão controlado por ex-seringalistas, chamados de “patrões do Mapuá”. As mulheres foram submetidas a uma relação de desigualdade, opressão e subalternidade, enfrentada por elas a partir de práticas e técnicas forjadas para o cuidado de si, bem como para resistirem e existirem na floresta amazônica.

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Biografía del autor/a

Eliane Miranda Costa, Universidade Federal do Pará

Faculdade de Educação e Ciências Humanas

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Publicado

2026-08-31

Cómo citar

MIRANDA COSTA, Eliane. Da casa ao seringal: Trajetória de mulheres ribeirinhas do Marajó das Florestas durante o segundo ciclo da borracha (1942–1945). Revista Maracanan, Rio de Janeiro, Brasil, n. 42, p. 01–28, 2026. DOI: 10.12957/revmar.2026.96664. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/maracanan/article/view/96664. Acesso em: 31 ago. 2026.