“Africanas de pequena fortuna”
Libertas, trabalho e patrimônio
DOI:
https://doi.org/10.12957/revmar.2026.96593Palabras clave:
Africanas, Libertas, Gênero, TrabalhoResumen
Este artículo examina cómo las mujeres africanas se integraron a la fuerza laboral urbana en Salvador en el siglo XIX. Comienza con un breve resumen historiográfico de la inclusión de las trabajadoras esclavizadas como agentes de la historia. A continuación, el artículo analiza las herencias resultantes de la muerte de mujeres que fallecieron sin especificar quién heredaría sus bienes. La fuente principal utilizada son los registros de inventario elaborados después de la muerte de estas mujeres. El análisis demuestra que, incluso en ausencia de testamentos, es posible identificar a mujeres africanas que acumularon pequeñas cantidades de riqueza a través de su trabajo. El texto también pretende contribuir a la comprensión de la participación de las mujeres africanas en el mundo laboral. Estas mujeres estaban conectadas por ser trabajadoras, africanas y liberadas, y, ante la muerte, vieron partes de sus vidas reveladas a través de la intervención estatal. La muerte, en el contexto analizado, se revela como un hilo conductor para las historias que se examinarán a continuación.Descargas
Citas
Fontes
APEB, Seção Judiciária, Arrecadação de Maria africana, 3/1128/ 1597 (1874) [s./p.];
APEB, Seção Judiciária, Arrecadação de Maria Teixeira africana, 3/ 913/1382 (1871) [s./p.]
APEB, Seção Judiciária, Arrecadação de Firmina da Cruz, 07/2905/ 0 [s./p.];
APEB, Seção Judiciária, Arrecadação de Gertrudes Magarão, 07/2909/01 – 1877 [s./p.]
APEB, judiciário, Escritura de compra e venda e quitação. Interessado: Inocêncio Ferreira dos Santos; parte: Gertrudes Magarão – 1875
APEB, Maço 2898; Série escravos. Censo da Freguesia de Santana -1849.
Hemeroteca Nacional – Correio da Bahia, 08 de fevereiro de 1877.
Hemeroteca Nacional – Jornal de Notícias, 30 de agosto de 1898
Bibliografía
BARTH, Fredik. 1998. “Grupos étnicos e suas fronteiras”. In P. Poutignat e Jayceline Streiffe- Fenart.Teorias da etnicidade. São Paulo: UNESP. P.185 – 227.
BRITO, Luciana da Cruz. Temores da África: segurança, legislação e população africana na Bahia oitocentista. Salvador, EDUFBA, 2016. 229 p.
CASTAÑEDA, V. Bahia, a terra do dendê: uma história transnacional e complexa do dendê. Afro-Ásia, Salvador, n. 66, p. 687–693, 2022. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/52088. Acesso em: 25 jan. 2026.
COSTA Ana de Lourdes Ribeiro. Ekabó! Trabalho e escravo e condições de moradia e reordenamento urbano em Salvador no século XIX. Salvador: UFBA, 1989. (Dissertação de Mestrado)
CHALHOUB, S. & SILVA, F. T. da. Sujeitos no imaginário acadêmico: escravos e trabalhadores na historiografia brasileira desde os anos 1980. Cadernos AEL, Campinas, v. 14, n. 26, 2009. no Rio de Janeiro da Belle Époque. Campinas: Ed. da Unicamp, 2001.
DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Tradução de Heci Regina Candiani. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2016.
DIAS, Maria Odila L. da Silva. Quotidiano e Poder em São Paulo no século XIX. São Paulo, Brasiliense, 1995.
FARIA, Sheila de Castro. Sinhás pretas, damas mercadoras: As pretas-minas nas cidades do Rio de Janeiro e de São João del Rey (1700–1850). [S.l.]: Cosac Edições, 2025. 358 p.
GRAHAM, Richard. Alimentar a cidade: das vendedoras de rua à reforma liberal (Salvador, 1780 - 1860). São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
GRINBERG, Keila. Que fim levou a poupança de Lydia? Revista piauí, 22 de maio de 2026. Disponível em: Que fim levou a poupança de Lydia? - revista piauí. Acesso em: 05 jul.; 2026
LARA, Silva Hunold. Escravidão, cidadania e história do trabalho no Brasil. Projeto História: Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados de História, Vossa16, 1998.
MATTOSO, Kátia M. de Queiros. Bahia: a cidade do Salvador e seu mercado no século XIX. São Paulo: Hucitec, 1978.
MATTOSO, Kátia M. de Queiros. Bahia, século XIX: uma província no Império. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.
PANTOJA, Selma. A Dimensão Atlântica das Quitandeira. In FURTADO, Júnia (org.). Diálogos Oceânicos: Minas Gerais e as novas abordagens para uma história do Império Ultramarino Português, Belo Horizonte: Editora da Universidade Federal de Minas Gerais 2001. p. 45-67.
SAMPAIO, Gabriela dos Reis. Decrépitos, anêmicos, tuberculosos: africanos na Santa Casa de misericórdia da Bahia (1867 – 1872) Almanack, n. 22, p. 207–249, 2019.
SAMPAIO, Gabriela dos Reis; LIMA, Ivana Stolze; BALABAN, Marcelo (Orgs.). Marcadores da diferença: raça e racismo na história do Brasil: EDUFBA, 2019.
SILVA, Eduardo; REIS, João José. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
SOARES, Cecília Conceição Moreira. Mulher Negra na Bahia no Século XIX. Salvador: Eduneb, 2007.
SOIHET, Rachel. Mulheres pobres e violência no Brasil urbano. In: História das Mulheres. PRIORE, Mary Del (Org.) São Paulo: Contexto, 2015.
SCOOT, Joan W. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Revista de Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 16, n. 2, p. 71-99, jul. /dz. 1990
TORRES, Heloisa Alberto. Alguns aspectos da indumentária da crioula baiana. 1950. Tese para Doutoramento em Antropologia e Etnologia pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Cadernos Pagu. Campinas, n.23. 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-83332004000200015
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Jamile de Brito Palafoz

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista Maracanan o direito de publicação, sob uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, a qual permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original.
Os dados e conceitos abordados são da exclusiva responsabilidade do autor.
A Revista Maracanan está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


