El Cuerpo-territorio, trabajo y género
el cuerpo materno extensivo al hogar durante la Dictadura Militar
DOI:
https://doi.org/10.12957/revmar.2026.95978Palabras clave:
Trabalho doméstico, violências de gênero, vulnerabilidades biopolíticas, corpo-território, Ditadura Civil-MilitarResumen
Este artículo analiza la lógica de la división sexual del trabajo femenino en el estado de Paraíba, entre las décadas de 1970 y 1980, bajo la perspectiva de género. El marco temporal comprende el periodo de expansión de la industria farmacéutica en Brasil, en el cual mujeres de las clases populares —en particular, las migrantes del campo a la ciudad— recurrieron a métodos anticonceptivos como medio para evitar embarazos no planificados y viabilizar su inserción en el mercado laboral. La investigación se fundamenta en el análisis de tres periódicos locales: Diário da Borborema (Campina Grande), O Norte y A União (João Pessoa). Se investigan las prácticas discursivas de periodistas, feministas, médicos pediatras y poderes públicos acerca de temas como la planificación familiar, la domesticidad, los métodos anticonceptivos, la violencia de género y las prácticas abortivas e infanticidas; prácticas que, según los gobiernos locales y nacionales, comprometerían el futuro de la nación. Las reflexiones, pautadas en los marcos teóricos de Helena Hirata y Kergoat (2007) y Jules Falquet (2010), discuten laambivalencia de la invisibilidad del trabajo doméstico y los límites y posibilidades del concepto de cuerpo-territorio. Como resultado de esta investigación, se observa que la feminización del trabajo doméstico constituye el cuerpo vulnerabilizado como una producción social (Chatel y Soulet, 2003) y como un cuerpo-territorio (Longhurst, 1994; Cabnal, 2015) intrínseco a la esfera privada, orientado al cuidado de la prole y del hogar, y moldeado por imperativos morales.
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