Os Santíssimos e a igrejas matrizes no setecentos mineiro
construção, reconstrução e reformas
DOI:
https://doi.org/10.12957/revmar.2026.88373Palabras clave:
Irmandades do Santíssimo Sacramento, Igreja Matriz-Minas Gerais, Capitania de Minas GeraisResumen
As associações religiosas de leigos foram muito presentes nas vilas da Capitania de Minas Gerais, ganhando maior expressividade ao longo do século XVIII. Nesse contexto, as Irmandades do Santíssimo Sacramento ganharam destaque quando das fundações das vilas e lugares, tendo como os principais atributos o culto e a promoção da Hóstia Consagrada, realização da procissão do Corpus Christi e Semana Santa, bem como o foco deste trabalho, que se refere à construção e manutenção das igrejas matrizes. Sendo assim, o objetivo deste estudo é analisar como as irmandades do Santíssimo contribuíram para o processo de colonização e organização socioespacial das vilas mineiras no setecentos. Nesse sentido, consideramos as relações estabelecidas com as instâncias administrativas locais e metropolitanas para a consecução das diversas obras empreendidas durante a centúria, e, sobretudo, que corporação contava com membros das elites locais como afiliados. Para tanto, nos valemos da documentação presente nos acervos do Arquivo Público Mineiro, Arquivo Histórico Ultramarino/Minas Gerais – Projeto Resgate e do Arquivo do Museu Casa dos Contos. Como considerações a partir da documentação analisada, que se referia à comunicação entre os confrades dos Santíssimos mineiros com as instâncias locais e metropolitanas, destacamos a participação de membros das elites locais na ajuda para a materialização da construção, reformas e embelezamento de igrejas matrizes para abrigar e realizar o culto à Hóstia consagrada, ministrar os sacramentos, realizar celebrações de datas específicas para a agremiação e, principalmente, aquelas que reforçassem a conexão entre colônia e metrópole.
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