For a concept of translation in the Luso-Brazilian world under the Enlightenment (ca. 1750-1820)

Authors

DOI:

https://doi.org/10.12957/intellectus.2026.92344

Keywords:

translation, conceptual history, Enlightenment

Abstract

The article examines the concept of translation in the Luso-Brazilian world between 1750 and 1820, a period marked by reforms in the Portuguese kingdom. This context includes the transfer of the Portuguese court to Rio de Janeiro in 1808 and the 1820 Revolution of Porto, events that reshaped the circulation of printed materials and the role of translation in the spread of knowledge. Inspired by Conceptual History, the study analyzes how learned elites debated the meanings of “translation,” sometimes linked to literal fidelity and sometimes to interpretive freedom. Horace’s maxim marked the divide between advocates of literalism or imitation and those defending greater liberty. Prefaces and dictionaries show that translation combined Old Regime values with modern aspirations of public utility and progress. 

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

Gabriel de Abreu Machado Gaspar, Universidade Federal Fluminense

Doutor em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense, instituição onde também concluiu o mestrado e a graduação. Professor de História Moderna do curso de Licenciatura em História da Universidade Candido Mendes. Seus interesses de pesquisa concentram-se na história política e cultural do mundo luso-brasileiro entre os séculos XVIII e XIX, com ênfase na história do pensamento político, na circulação de livros e na difusão de ideias ilustradas e da economia política.

References

Fontes

ALBUQUERQUE, Sebastião José Guedes e (1818). Arte de Traduzir de Latim para Portuguez, reduzida a princípios oferecida ao illustríssimo senhor D. Francisco de Sales e Lencastre, por Sebastião José Guedes e Albuquerque. Lisboa: Impressão Regia.

BARBOSA, Jerônimo Soares (1836). Prefação. Instituições Oratórias de M. Fabio Quintiliano escolhidas dos seus XII livros, traduzidas em linguagem ... por Jeronymo Soares Barboza, ... Segunda edição correcta e emendada. Tomo Primeiro. Paris: Livraria Portuguesa de J. P. Aillaurd.

BLUTEAU, Raphael (1721). Vocabulario portuguez & latino: aulico, anatomico, architectonico ... Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesus, Vol. 8.

BOAVENTURA, Frei Fortunato de São (1808). Prologo. Quadro da infame Conducta de Napoleão Bonaparte, para com os diferentes soberanos a Europa desde a sua intrusão no governo francez, até junho de 1808... Coimbra: Real Imprensa da Universidade.

BOCAGE, Manuel Maria de Barbosa Du (1793). Ao Leitor. Eufemia, ou o Triunfo da Religião: drama de Mr. D’Arnaud, tradutor em versos portugueses por Manoel Maria de Barbosa Du Bocage. Lisboa: Off. de Simão Thaddeo Ferreira.

CAMINHA, Antonio Lourenço (1785). Prologo. Lélio ou dialogo sobre a amizade dedicado a Tito Pomponio Attico. Versão Portugueza, ... seu author Antonio Lourenço Caminha, Professor Régio de Rhetorica, e Poetica. Lisboa: Oficina de Francisco Luiz Ameno.

CASTRO, Fernando José de Portugal e (1810). Prefação. Ensaio sobre a crítica. Traduzido em portuguez pelo Conde de Aguiar. Com as Notas de José Warton, do Traductor, e outros; e o Commentario do Dr. Warburton. Rio de Janeiro: Impressão Régia.

CORREIO BRAZILIENSE, vol. 5, agosto de 1810.

CORREIO BRAZILIENSE, vol. 9, outubro de 1812.

DRYDEN, John (2012[1680]). “Prefácio” às Epístolas de Ovídio (1680). In: MILTON, John & VILLA, Dirceu (Orgs.). Os Escritos Clássicos Ingleses sobre a Tradução – 1615-1791. São Paulo: Humanitas.

FIGUEIREDO, Antonio Pereira de Figueiredo (1778). Prefação. O Novo Testamento de Jesu Christo, traduzido em portuguez segundo a Vulgata ... por Antonio Pereira de Figueiredo, deputado ordinário da Real Meza Censória. Tomo I. que compreende os evangelhos e S. Mattheus, e S. Marcos. Lisboa: Régia Officina Tipográfica.

FONSECA, Pedro José da (1790). Prólogo. Arte Poetica de Q. Horacio Flacco. Epistola aos Pisões, traduzida em portuguez... Lisboa: Officina de Simão Thaddeo Ferreira.

GARÇÃO, Pedro António Correia (2015[1757]). Dissertação Terceira sobre o Principal Proveito para Formar hum Bom Poeta... apud SILVA, Jorge Miguel Bastos da (Org.). O Discurso sobre a Tradução na Literatura Portuguesa. Classicismo e Romantismo. Antologia. Porto: Edições Afrontamento.

GUERREIRO, Miguel do Couto (1789). Prefação. Cartas de Ovídio chamadas Heroides, Expurgadas de toda obscenidade, e traduzidas em Rima vulgar... autor, e traductor Miguel do Couto Guerreiro. Tomo I. Lisboa: Off. Patr. De Francisco Luiz Ameno.

JOAQUIM, Pe. António (1779). Orações Principaes de M. T. Cicero Traduzidas na língua vulgar, e adicionadas com notas e analyses pelo P. Antonio Joaquim da Congregação do Oratório de Lisboa, em beneficio da Mocidade Portugueza. Tomo Primeiro. Lisboa: Regia Officina Typografica.

LISBONENSE, Vicente (1777). Prefação do Tradutor. Quinctiliano Da Instituição do Orador, Traduzido, e ilustrado com a explicação das palavras Gregas, e algumas Notas por Vicente Lisbonense. Tom. I. Lisboa: Regia Officina Typografica.

LUSITANO, Cândido (1778). Discurso Preliminar do Traductor. Arte Poetica de Q. Horácio Flacco, Traduzida e illustrada em Portuguez por Candido Lusitano. Segunda edição, correcta, e emendada. Lisboa: Officina Rollandiana.

LUSITANO, Cândido (1762). Dissertação do Traductor. Athalia, Tragedia de Monsieur Racine, Traduzida, illsutrada, e oferecida á Serenissima Senhora D. Marianna, infanta de Portugal, por Candido Lusitano. Lisboa: Officina de Francisco Luiz Ameno.

MATA, José Atónio da (1783). Prólogo. Odes do Poeta Latino Q. Horacio Flacco Traduzidas literalmente a Lingua Portugueza. Lisboa: Officina de Francisco Luiz Ameno.

O Patriota, jornal litterario, politico, mercantil etc. do Rio de Janeiro, nº. 3, março, 1813.

OLIVEIRA, Custódio José de (1771). Prefação. Dionysio Longino Tratado do Sublime Traduzido da Lingua Grega na Portuguesa por Custodio Jose de Oliveira. Lisboa: Regia Officina Typografia.

POPE, Alexander. “Prefácio” à Ilíada (2012). In: MILTON, John & VILLA, Dirceu (Orgs.). Os Escritos Clássicos Ingleses sobre a Tradução – 1615-1791. São Paulo: Humanitas, CAPES.

SILVA, Antonio Moraes (1813). Diccionario da lingua portugueza - recompilado dos vocabularios impressos ate agora, e nesta segunda edição novamente emendado e muito acrescentado, por ANTONIO DE MORAES SILVA. Lisboa: Typographia Lacerdina, Volume 2.

VERNEY, Luís António (1746). Verdadeiro Método de Estudar, para ser útil à República e à Igreja: proporcionado ao estilo, e necessidade de Portugal. Valença, Oficina de Antonio Belle.

Referências Bibliográficas

ALMEIDA, Anita Correia Lima de (2008). Aulas régias no império colonial português: o global e o local. In: LIMA, Ivana Stolze & CARMO, Laura do (Orgs.). História Social da Língua Nacional. Rio de Janeiro: Casa de Rui Barbosa.

ARAÚJO, Ana Cristina (2003). A Cultura das Luzes em Portugal. Temas e Problemas. Lisboa: Livros Horizonte.

BURKE, Peter (2009). Culturas da tradução nos primórdios da Europa Moderna. In: BURKE, Peter & PO-CHIA HASIA, R. (Orgs.). A tradução cultural nos primórdios da Europa Moderna. São Paulo: Editora Unesp.

CARVALHO, José Murilo de (2000). História intelectual no Brasil: a retórica como chave de leitura. Topoi, Rio de Janeiro, vol.1 no.1 jan./dez.

CURTO, Diogo Ramada (1999). D. Rodrigo de Sousa Coutinho e a Casa Literária do Arco do Cego. In: CAMPOS, Fernanda Maria Guedes de; CURTO, Diogo Ramada (Orgs.). A Casa Literária do Arco do Cego (1799-1801): Bicentenário. “Sem livros não há instrução”. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Biblioteca Nacional.

DARNTON, Robert (1987). Boemia Literária e Revolução. São Paulo: Companhia das Letras.

DELMAS, Ana Carolina Galante (2008). “Do mais fiel e humilde vassalo”: uma análise das dedicatórias impressas no Brasil Joanino. Dissertação (Mestrado em História). Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

DENIPOTI, Claúdio (2017). Tradutores portugueses e seus motivos - as justificativas de traduções para o Português no fim do século XVIII. In: Atas do V Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa. Lecce: ESE - Editora Scienfica Eletronica.

DENIPOTI, Cláudio & FONSECA, Thaís Nívia de Lima (2011). Censura e mercê - os pedidos de leitura e posse de livros proibidos em Portugal no século XVIII. Revista Brasileira de História da Ciência. Rio de Janeiro, v. 4, n. 2, pp. 139−154.

FALCON, Francisco José Calazans (1993). A Época Pombalina: Política Econômica e Monarquia Ilustrada. São Paulo: Editora Ática.

FARIA, Miguel F (1999). Da Facilitação e da Ornamentação: A Imagem nas Edições do Arco do Cego. In: CAMPOS, Fernanda Maria Guedes de; CURTO, Diogo Ramada (Orgs.). A Casa Literária do Arco do Cego (1799-1801): Bicentenário. “Sem livros não há instrução”. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Biblioteca Nacional.

FEBVRE, Lucien & MARTIN, Henri-Jean (2017[1958]). O Aparecimento do Livro. São Paulo: EdUSP.

FERNÁNDEZ SEBASTIÁN, Javier (1998). Península Ibérica. In: FERRONE, Vincenzo & ROCHE, Daniel (Eds.). Diccionario Histórico de la Ilustración. Madrid: Alianza Editorial.

FURLAN, Mauri (2005a). Brevíssima História da Teoria da Tradução no Ocidente - II. A Idade Média. Cadernos de Tradução. Florianópolis, v. XII.

FURLAN, Mauri (2005b). Brevíssima História da Teoria da Tradução no Ocidente - III. Final da Idade Média e o Renascimento. Cadernos de Tradução. Florianópolis, v. XIII.

GENETTE, Gerard (2009). Paratextos editoriais. Cotia: Ateliê Editorial.

GILLESPIE, Stuart (2010). Translation. In: GRAFTON, Anthony; MOST, Glenn; SETTIS, Salvatore (Eds.). The Classical Tradition. Cambridge: Harvard University Press.

HARDEN, Alessandra Ramos de Oliveira (2011). Os tradutores da Casa do Arco do Cego e a ciência iluminista: a conciliação pelas palavras. Trabalhos em Linguística Aplicada (UNICAMP), Campinas, v. 50.

HARDEN, Alessandra Ramos de Oliveira (2019). Tradução no Arco do Cego: Revelações das Páginas de Rosto. In: PATACA, Emerlinda & LUNA, Fernando José (Orgs.). Frei Veloso e a Tipografia do Arco do Cego. São Paulo: Edusp.

KOSELLECK, Reinhart (2006). Uma resposta aos comentários sobre o Geschichtliche Grundbegriffe. In: JASMIN, Marcelo Gantus & JÚNIOR, João Feres (Orgs.). História dos Conceitos. Debates e perspectivas. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio, Edições Loyola, IUPERJ.

LEME, Margarida Ortigão Ramos Paes (1999). Um Breve Itinerário Editorial: Do Arco do Cego à Impressão Régia. In: CAMPOS, Fernanda Maria Guedes de; CURTO, Diogo Ramada (Orgs.). A Casa Literária do Arco do Cego (1799-1801): Bicentenário. “Sem livros não há instrução”. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Biblioteca Nacional.

LUSTOSA, Isabel (2019). O jornalista que inventou o Brasil. Tempo, vida e pensamento de Hipólito da Costa (1774-1823). Campinas: Editora UNICAMP.

MAXWELL, Kenneth (1999a). A geração de 1790 e a idéia do império luso-brasileiro. In: MAXWELL, Kenneth (Org.). Chocolates, Piratas e outros Malandros: Ensaios Tropicais. São Paulo: Paz e Terra.

MAXWELL, Kenneth (1999b). Pombal e a nacionalização da economia luso-brasileira. In: MAXWELL, Kenneth (Org.). Chocolates, Piratas e outros Malandros: Ensaios Tropicais. São Paulo: Paz e Terra.

MILTON, John (2010). Tradução. Teoria e prática. São Paulo: Martins Fontes.

MILTON, John & VILLA, Dirceu (Orgs.) (2012). Os Escritos Clássicos Ingleses sobre a Tradução – 1615-1791. São Paulo: Humanitas, CAPES.

OZ-SALZBERGER, Fania (2006). The Enlightenment in Translation: Regional and European Aspects. European Review of History—Revue europe´enne d’Histoire, Vol. 13, No. 3.

RICOEUR, Paul (2012). Sobre a tradução. Belo Horizonte: Editora UFMG.

RODRIGUES, Antonio Gonçalves (1991). A Tradução em Portugal, vol. 1, 1495-1834. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda.

SABIO PINILLA, José Antonio & FERNÁNDEZ SÁNCHEZ, María Manuela (Orgs.) (1998). O Discurso sobre a Tradução em Portugal. O proveito, o ensino e a crítica. Antologia (c. 1429-1818). Lisboa: Edições Colibri.

SALAMA-CARR, Myriam (2009). French Tradition. In: BAKER, Mona & SALDANHA, Gabriela (Eds.). Routledge Encyclopedia of Translation Studies. London and New York: Routledge.

SILVA, Jorge Miguel Bastos da (Org.) (2015). O Discurso sobre a Tradução na Literatura Portuguesa. Classicismo e Romantismo. Antologia. Porto: Edições Afrontamento.

SILVA, Maria Beatriz Nizza da (1978). Cultura e sociedade no Rio de Janeiro (1808-1821). São Paulo: Companhia Editora Nacional.

SOUZA, Evergton Sales (2019). Antônio Pereira de Figueiredo (1715-1797). Trajetória de um católico ilustrado. In: FLECK, Eliane Cristina Deckmann & DILLMANN, Mauro (Orgs.). O universo letrado da Idade Moderna: escritoras e escritores portugueses e luso-brasileiros, séculos XVI-XIX. São Leopoldo: Oikos, Editora Unisinos.

WEGNER, Robert (2004). Livros do Arco do Cego no Brasil Colonial. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, vol. 11, suplemento 1.

WYLER, Lia (2003). Línguas, poetas e bacharéis: uma crônica da tradução no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco.

Published

2026-01-05

How to Cite

GASPAR, Gabriel de Abreu Machado. For a concept of translation in the Luso-Brazilian world under the Enlightenment (ca. 1750-1820). Intellèctus, Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, p. 139–158, 2026. DOI: 10.12957/intellectus.2026.92344. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/intellectus/article/view/92344. Acesso em: 4 feb. 2026.