Fragmentos de uma política de memória em Hannah Arendt: diálogos com a História

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/intellectus.2026.90550

Palavras-chave:

Hannah Arendt, História, Memória, Testemunho

Resumo

O artigo tem como tema a compreensão de memória de Hannah Arendt. Trata-se de uma pesquisa exploratória, a qual procuramos colocar Arendt em diálogo com autores consagrados no campo da História. Estabelecemos como problemáticas, quais os aspectos gerais da compreensão de memória de Arendt? E quais suas aproximações e desavenças com a historiografia? Ao passo, objetivamos: a) mapear os aspectos basilares da compreensão de memória da pensadora; e b) explorar as aproximações e desavenças de Arendt com a historiografia. Buscando viabilizar a empreitada, operacionalizamos conceitos da Begriffsgeschichte em três etapas. Dessa forma, a investigação desemboca nas seguintes considerações: a) discussão a respeito do testemunho; b) análise do fenômeno da banalidade do mal e discussão acerca da memória; e c) delineamento de traços dos fragmentos de uma política de memória arendtiana.

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Biografia do Autor

Jaciel Rossa Valente, Universidade Federal do Paraná

Licenciado em História pela Universidade Católica do Paraná. Mestre em História pela Universidade Federal do Paraná. Doutorando em História pela Universidade Federal do Paraná. 

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Publicado

2026-01-05

Como Citar

VALENTE, Jaciel Rossa. Fragmentos de uma política de memória em Hannah Arendt: diálogos com a História. Intellèctus, Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, p. 312–336, 2026. DOI: 10.12957/intellectus.2026.90550. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/intellectus/article/view/90550. Acesso em: 4 fev. 2026.