Tecnorrealismo e apropriação crítica: IA generativa no ensino de História na América Latina

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/intellectus.2026.96864

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Ensino de História, Colonialismo Digital, América Latina, Educação

Resumo

Este artigo investiga como educadores de História na América Latina podem apropriar-se criticamente de ferramentas de IA generativa. Partindo de análise das limitações técnicas dos modelos de linguagem e dos problemas do tecno-otimismo e colonialismo digital, argumenta-se que recusar ou aceitar acriticamente essas tecnologias são posturas igualmente inadequadas. Propõe-se alternativa baseada no tecnorrealismo engajado: três modelos de GPTs personalizados (tutor socrático, aprendiz curioso e laboratório de fontes) desenhados para desenvolver pensamento histórico crítico. A proposta não resolve contradições estruturais do colonialismo digital, mas oferece caminhos de apropriação mediada que reduzem danos e ampliam capacidades críticas. Conclui-se pela necessidade de disputar sentidos e usos dessas tecnologias mediante mediação docente consciente, letramento digital crítico e transformações estruturais que incluam soberania tecnológica latino-americana.

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Biografia do Autor

Felipe Cittolin Abal, Universidade de Passo Fundo

Doutor em História pela Universidade de Passo Fundo . Possui Mestrado em História pela mesma instituição. Docente do Programa de Pós-Graduação em História e do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Passo Fundo.

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Publicado

2026-07-13

Como Citar

ABAL, Felipe Cittolin. Tecnorrealismo e apropriação crítica: IA generativa no ensino de História na América Latina. Intellèctus, Rio de Janeiro, v. 25, n. 2, p. 187–210, 2026. DOI: 10.12957/intellectus.2026.96864. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/intellectus/article/view/96864. Acesso em: 30 jul. 2026.