Redes de Afetos: uma análise sobre o papel das mídias sociais como tecnologia política durante a última década
DOI:
https://doi.org/10.12957/intellectus.2026.96565Palavras-chave:
Afetos, Algoritmos , Política, M´´ídias sociais, IdeologiaResumo
O ano de 2016 ficou marcado por duas importantes vitórias eleitorais articuladas pela extrema-direita: a vitória do “Vote Leave” no referendo britânico, nomeado de Brexit, e a eleição de Trump para a presidência estadunidense. Um marco representado pelo uso dos algoritmos como catalisadores comportamentais. Entramos no ano de 2026, doze meses após a posse para o segundo mandato de Trump, com ameaças renovadas por um roteiro distópico e escancaradamente imperialista, imposto por uma narrativa ácida, violenta e estrategicamente ambígua. Este artigo pretende oferecer uma análise sobre esta última década, regida por um novo regime estético, a partir da compreensão da atuação dos afetos nas experiências digitais algoritmicamente configuradas, responsáveis por atualizar as estratégias de marketing político, utilizadas pela extrema-direita. Uma análise ancorada na Teoria dos Afetos de Silvan Tomkins.
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